Está em curso uma guerra contra os povos!
Todas as guerras violam os direitos humanos, provocam derramamento de sangue e visam o lucro de uma minoria quer através do negócio da venda de armamento, quer através do controlo de territórios, dos recursos naturais e das rotas estratégicas. Após a fase da destruição torna-se ainda lucrativo o negócio da reconstrução dos países devastados.
Tornou-se “normal” assistir nos telejornais aos bombardeamentos ao vivo e já não nos espanta que a NATO exceda o seu papel de “defensor” de supostos ataques ao mundo ocidental, passando a força invasora e de ocupação de países que em momento algum nos declararam guerra. Ainda a guerra na Líbia não acabou e já se adivinham novas guerras; talvez no Mediterrâneo oriental, no Paquistão, no Irão… não sabemos ao certo, são os senhores da guerra que em reuniões secretas se juntam no Pentágono ou em Bruxelas para escolher e decidir quem será a sua próxima vítima.
A Grécia, um país à beira da bancarrota, com as pessoas desesperadas nas ruas comprou recentemente quatrocentos tanques de guerra aos EUA, o que significa que por muito grande que seja a crise mundial, o negócio da guerra está próspero e dá lucro garantido aos senhores da guerra, sejam eles meros negociantes de armas, sejam eles governantes mundiais.
Para além destas guerras sangrentas há também outras guerras em curso. São surdas e emanam de despachos e decretos governamentais, de imposições políticas e financeiras, das crises que o próprio sistema engendra para justificar o ataque aos direitos dos povos. Os senhores destas guerras não têm rosto, são Troikas e agências financeiras, são os mercados, é a bolsa, o dinheiro, o mercado de trabalho que não existe para todos. Estas crises “financeiras” costumam resultar ao longo da História recente em guerras generalizadas com muitos milhares de vítimas de parte a parte.
Entretanto investe-se a descobrir novos modos de repressão: surgem novas armas como O Grito (1), criam-se forças especiais, polícias europeias e forças militarizadas instruídas para conter a revolta das multidões. Esta guerra é exercida contra os povos. Procura esvaziar os direitos humanos e a possibilidade de viver condignamente.
(1) “O grito” é uma nova arma sonora que emite um ruído considerado insuportável para o ouvido humano. Já foi utilizada contra manifestantes na Cisjordânia, que protestam semanalmente contra a construção da barreira israelita nas aldeias de Bilin e Nahalin.
Abaixo todas as guerras!
O mundo não pode estar à mercê de senhores da guerra e de salteadores sem escrúpulos.
Há dinheiro para matar mas não há dinheiro para salvar!
Só a coragem cidadã pode travar o desastre.
PLATAFORMA ANTI-GUERRA ANTI-NATO, 15/10/2011