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COMUNICADO – Oeiras despromovida na hierarquia da NATO

15/06/2011

COMUNICADO – Oeiras despromovida na hierarquia da NATO

Desde a Cimeira de Novembro se sabia que dificilmente Oeiras não iria baixar
de divisão no campeonato das instalações da NATO.

O governo e a oficialidade bem manobraram para mostrar a sua fidelidade e os
(baixos) méritos militares  para manter Oeiras com letras maiores no mapa da
NATO.

Durante meses, lá foram afirmando a relevância e o poder (?) de Portugal na
geopolítica do sul da Europa, da África e do Atlântico central bem como os
seus direitos de fundador da utilíssima organização. Porém, deixaram sempre
transparecer o incómodo de quem teria de assumir a derrota nesses
propósitos; qualquer serviçal gosta de evidenciar a sua importância mesmo
que as suas funções sejam exclusivamente a limpeza dos sapatos do patrão.

Como acontece no futebol, mesmo quando se perde, há sempre uma vitória moral
a reivindicar; é esse o conteúdo das opiniões do ainda ministro das botas e
da cangalhada guerreira (1).

Ainda recentemente o contra-almirante Pires da Cunha, chefe de Estado-Maior
do Joint Force Command Lisbon exaltava as prendas de Oeiras, para manter
ocupações para a oficialidade lusa.  E exaltou o papel de Oeiras para a
estratégia da NATO para a África (2).

Será que tem sido em Oeiras que se negoceia uma base militar em Tan-Tan, no
sul de Marrocos? As manobras militares havidas nos últimos anos entre navios
ocidentais e de países da África Ocidental, envolvidos para a salvaguarda
das rotas marítimas sul-norte, ou os recursos petrolíferos da Nigéria e de
Angola, muito importantes para os EUA passam por Oeiras? O apoio
“anti-terrorista” aos países do Sahel, a secessão do Sudão do Sul, as
operações Atalanta na Somália, a desestabilização da Líbia, passatam por
Oeiras?

Não passaram, nem passam. São, em regra acompanhadas por uma agência militar
americana – o Africom – que tem sede em Estugarda, na Alemanha e no âmbito
da suserania do Pentágono junto das outras instâncias militares ocidentais –
a NATO e a UE. Operacionalmente a intervenção na Líbia parte de Nápoles mas,
com comando canadiano e subcomandos americano e italiano;  para grande
irritação do Sarkozy.

A deslocação do dispositivo NATO para leste (depois do fim da guerra fria) e
para o Mediterrâneo (ameaça “terrorista”, fortes desequilíbrios demográficos
e de rendimentos e imigração para a Europa) não deixam a Oeiras um papel
relevante. O Atlântico central não é uma área de alto risco para a NATO e,
para controlar o estreito de Gibraltar estão três bases militares americanas
em Espanha  e uma inglesa em Gibraltar; e, para mais, há toda a
solidariedade do rei de Marrocos.

Seria interessante – que o ministro e os almirantes explicassem isto, o que
não farão – e que os media ou investigassem estas coisas, saindo da pequenez
das análises paroquiais ou promovessem debates esclarecedores e plurais
sobre este tema.

Robert Gates, que recentemente abandonará a chefia do Pentágono, para
pressionar os europeus a desviar mais recursos para a guerra, não deixou de
revelar as dificuldades que atravessam a NATO.

Para a NATO uma solução: a extinção.

(1) http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1873667

(2) http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1873145&page=-1

13 de Junho de 2010

PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti.NATO

*https://antinatoportugal.wordpress.com/*

*antinatoportugal@gmail.com*

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