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Violência sádica nos Fuzileiros

02/06/2011
Depois da morte da Ana Rita, duas semanas atrás, temos mais esta pérola dos nossos ‘guerreiros’. Agora revela-se que nos Fuzileiros em Vale de Zebro (Barreiro) em Agosto um recruta foi espancado (ver video anexo) .
Como as forças armadas são um Estado dentro do Estado, fora das leis da república, só agora surgiu a revelação. Os quartéis, como as prisões, são território sem lei, sob o arbítrio das “autoridades” militares.
Os recrutas são ensinados para venerarem a violência, a crueldade, o sadismo e a valentia baseada na superioridade numérica; a desprezarem os mais fracos, a exibirem a força física, quando falta o civismo e a ética.Se eles agem assim com um camarada de “armas” como agiriam contra um “inimigo” numa das guerras da Nato? Abu Ghraib e outros exemplos conhecidos são os exemplos que a oficialidade lhes dá?
Quantos deles não virão a integrar as “forças de segurança”, no espírito da integração entre forças policiais e militares acelerado pela luta contra o “terrorismo” difundida pelo Pentágono? É que bater em manifestantes pacíficos e desarmados, com o aval das chefias, também lhes deverá dar muito gozo.
Quantos mais casos haverá por aí abafados? Esperemos que estes exemplos suscitem o relato e a denúncia de outros casos mantidos na sombra.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=T8GXqFZsWUo#at=36
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2 comentários leave one →
  1. 05/06/2011 14:31

    No essencial é mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa. No entanto, fazer o jogo de uma certa imprensa com o objectivo de denegrir as forças é no mínimo disparar tudo o que é militar é para abater. O treino nos fuzileiros é duro. Temos de estar treinados para resistir às maiores humilhações e sevícias em caso de uma capturação. Como militar e condutor de homens, garanto-lhe por minha honra que o vídeo não é verdadeiro, e se por acaso o é; é uma montagem muito bem feita por artistas amadores. Conhecer como conheço a disciplina , o rigor, a protecção dada por formadores altamente treinados. Com um oficial, um sargento e vários militares a exercerem um grande controlo sobre os formandos, aposto a minha vida, como aquilo mostrado não corresponde minimamente à verdade. No resto estou de acordo consigo, só quem conhece a guerra é a favor da paz, como português e militar, reconheço hoje a nato como uma força de terror ao serviço de um império. Reconheço o degradamento das forças armadas, a caça ao galão, umas forças armadas onde 8o% do orçamento é absorvida pelo almirantado e generalato. Contudo, ainda existem grandes operacionais e grandes homens na gloriosa marinha de guerra.
    Dentro da seara devemos separar o trigo do joio.
    Cumprimentos
    Jorge Gonçalves

  2. eia permalink
    09/06/2011 11:49

    Quem estava a ser ensinado é o gajo que levou porrada. O treino de qualquer soldado de elite de qualquer força armada do mundo envolve levar porrada. Deste tipo de tropas espera-se grande capacidade de sofrimento, grande capacidade de lidar com a dor, grande capacidade de resistir a pressões físicas e psicológicas. Os ‘fuzos’ têm de ser mais rijos que os demais soldados. Por isso é que são melhores que os demais soldados. Se o ‘menino’ não aguenta pode sempre desistir do curso e enveredar por outro tipo de carreira dentro das forças armadas (ou fora delas, se constatar que não se enquadra na vida militar).

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