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Comunicado – Jovem morre no Dia da Defesa Nacional


COMUNICADO

Jovem morre no Dia da Defesa Nacional

As habituais brincadeiras guerreiras das forças armadas tiveram um efeito nefasto: a morte da jovem Ana Rita, obrigada a participar naqueles jogos levados a cabo num tal regimento de artilharia nº 5, em Vila Nova de Gaia, para justificar uma instituição cara e inútil.

Cada dia que passa os portugueses arcam com € 10.4 M de custos com a instituição militar e as fantasias que aquela inventa para justificar a ocupação a umas dezenas de milhar de indivíduos e as mordomias dos seus generais e almirantes sentados. Custa a perceber que num quartel de artilharia seja necessário andar pendurado numa corda a seis metros do solo – uma manifestação infantil de valentia e coragem.

Para mais, a inserção de raparigas não é uma manifestação saudável de promoção da igualdade entre os géneros; mas antes um sintoma de alargamento do perímetro da lógica militarista, que é como quem diz, um recuo civilizacional.

Através da coação, o Ministério da Defesa obriga os cidadãos a alimentar uma máquina sinistra que legitima a necessidade de violência: Aqueles que se recusarem a participar nesta acção de propaganda são multados (de 250€ a 1250€), são proibidos de integrar a função pública e, em caso de guerra, são os primeiros a ser chamados.

Quando em dezenas de cidades da Europa, muitos milhares de pessoas lutam por um mundo de justiça, de paz e contra a violência, num quartel em Portugal morre-se estupidamente no âmbito de uma ação de propaganda da necessidade de violência,

A Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO exorta:

  1. os movimentos sociais

  2. os partidos políticos concorrentes às eleições do próximo dia 5

para que manifestem a exigência:

 20 de Maio de 2011

PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO