AntiNato

Solidariedade Imigrante: nota de imprensa

MORTE NO MEDITERRÂNEO

NOTA DE IMPRENSA

MAIS UM CRIME COMETIDO PELA NATO
EPOPEIA DA DESESPERANÇA ACABA EM TRAGÉDIA
GOVERNO PORTUGUÊS DEVE PRONUNCIAR-SE NA ASSUNÇÃO DAS SUAS
RESPONSABILIDADES

A solidariedade Imigrante – Associação para a defesa dos direitos dos imigrantes,
não podia deixar de se pronunciar e mostrar-se indignada por mais este crime
hediondo cometido pela NATO, ao não socorrer sete dezenas de migrantes, homens e
mulheres fugidos de situações de guerra que nada mais fazem do que procurar a sua
sobrevivência, levando à morte 60 pessoas.

Provenientes de Tripoli capital da Líbia, país severamente castigado pelos
bombardeamentos da Nato e das grandes potências ocidentais, são também condenados
à morte por tentarem salvar a sua vida.

Perante tamanha gravidade onde a vida de pessoas inocentes é posta em causa com as
atitudes e politicas que levam milhares e milhares de pessoas à morte, é tempo de se
exigirem responsabilidades para que a impunidade não se transforme um modo de vida
dos poderosos sobre os mais necessitados.

Numa perspectiva que é tributária da Convenção de Varsóvia sobre a protecção a dar
a estes homens e mulheres e que Portugal é subscritor, é preconizada a protecção do
estrangeiro enquanto vitima de uma crime grave de violação dos direitos humanos que é
o caso destes migrantes que procuram a vida.

As causas desta autêntica epopeia são conhecidas: a desesperança de vida em África
cresce e agrava-se com as guerras e regimes ditatoriais que desrespeitam os direitos
humanos. Quem já nada tem a perder arrisca, mesmo se a probabilidade de ficar
sepultado no fundo do oceano rondou os mais de 20% em 2008.

Tremenda hipocrisia, depois da lufada de ar fresco que veio do norte de África no
desabrochar da esperança, da liberdade e democracia, a Europa e a Nato prontificam-
se para se colocarem ao lado dos que mais precisam, tremenda desilusão estarão a viver
milhares de pessoas que procuram lutar pelo direito mais elementar do ser humano, o
direito à própria vida.

Face à gravidade da situação, exigimos que o Governo Português e o Sr. Primeiro
Ministro se pronunciem sobre o acontecido, uma vez que Portugal é membro efectivo
da NATO.

Contacto: Timóteo Macedo 91 494 8558

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