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PAGAN hoje das 18h às 20h no Largo de São Domingos

04/05/2011

SOLIDARIEDADE COM OS POVOS EM LUTA

4ª feira, dia 4, entre as 18H. e as 20H, estaremos no Largo de S. Domingos, também com a Tertúlia Liberdade e os Ritmos da Resistência, pelo menos. Numa manifestação de solidariedade internacionalista

“Innaharda, ehna kullina Misryeen.” Hoje somos todos egípcios (tunisinos, iemenitas, jordanos, palestinianos)

As revoltas que têm ocorrido no Norte de África e no Médio Oriente, provocando um efeito de dominó, são uma reacção dos povos à pobreza e a uma vida de desespero.

Não é apenas contra os seus ditadores e os seus corruptos que esses povos se rebelam mas principalmente contra a falta de perspectivas de melhorarem as condições de vida. E, quando um povo desempregado, precário e carenciado não tem muito a perder, ele sai para a rua agindo colectivamente pela mudança.

A luta dos povos do Norte de África está na fase de varrer os ditadores e de ansiar pela democracia. Cada povo tem o direito de construir a sua própria organização social sem tutelas paternalistas nem agressões militares.

A NATO não está na Líbia para ajudar à construção da democracia mas antes para facilitar a rapina pelas multinacionais dos recursos dos líbios. E procura um novo Kadhafi, um corrupto qualquer como capataz local. A NATO vem demonstrando que funciona como instrumento do capitalismo ocidental, fingindo intervir em defesa dos povos, cantando a música de um humanitarismo acompanhada pelos sons dos seus instrumentos de guerra. As mesmas árias que já foram entoadas na Sérvia, no Iraque, no Afeganistão…

Os povos do Sul da Europa estão dia a dia mais enredados num dominó de pobreza que alastra como uma mancha de óleo. Somos os parentes pobres da Europa. Estendemos a mão ao FMI, à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu. Perdemos o poder de compra, perdemos direitos sociais, perdemos o direito ao emprego e à dignidade, e isso apenas para pagar os juros, que engordam o capital financeiro.

Querem que vivamos da esmola do empréstimo desses usurários que aumentam os seus lucros graças à extorsão dos povos, através de défices gigantescos que não foram eles a contrair. E querem que aceitemos a miséria com a ligeireza de um simples dia de chuva, com resignação e até admiração pelos esforços de políticos vendidos e culturalmente indigentes.

Grécia, Irlanda, Portugal… quando tiverem o filão seco, os seus povos serão abandonados e outros irão cair na mesma malha para alimentar a gula de um capitalismo parasitário e predador.

Vivemos numa podre democracia dita representativa em que os governantes não representam nada, nem ninguém; pois que não salvaguardam os direitos dos que neles votam, nem cumprem as promessas que fazem, apenas se limitam a ser uns paus mandados às ordens do capital financeiro, dos agentes do FMI e dos mandantes da União Europeia, encabeçados pela Merkel.

E como se isso não chegasse, reforçam as tropas no Afeganistão e mobilizam-se para apoiar o Pentágono e a NATO na intervenção na Líbia.

Vivemos numa autêntica ditadura financeira sob a capa de uma “democracia” em o povo é quem mais paga e menos ordena.

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