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Crise? Qual crise?

28/03/2011

Retratos Directos


base.gov.pt é um manancial de informação sobre a forma como os nossos governantes desbaratam o erário público. Já sabemos que se gastam milhões em festas e enchidos. Mas nem tudo é dinheiro desperdiçado; para benefício das artes também existem adjudicações directas!
O retrato que reproduzo neste post, de Sua Excelência Tenente General Fernando Manuel Paiva Monteiro, comandante da Academia Militar custou a módica quantia de 17 150 euros. Coisa pouca para ilustração dos nossos garbosos militares.


A adjudicação seguinte não é tão fácil de compreender, no objecto do contrato pode ler-se: “Aquisição de Serviço de pintura do retrato de Sua Excelência o Tenente General Paiva Monteiro”. Não sei do que se trata, mas foi adjudicado no mesmo dia e só nos custou 14 615 euros. Qualquer pensionista pagaria com gosto esta factura. Tendo em conta que quem ganhou esta adjudicação foi a EUROPRESS, empresa de serviços gráficos, presumo que este valor seja referente a cópias feitas do retrato. Se assim for, acho muito bem! Estas cópias deviam ser distribuídas pelas criancinhas deste país para terem junto do coração estes altos exemplos a seguir.


Igualmente importante é o registo para a posteridade dos nossos distintos autarcas, homens de trabalho e sem contas na Suíça. Assim é normal que Isaltino Morais tenha um retrato seu, ainda por cima muito em conta (8 800 euros) – afinal de contas os Presidentes da República têm direito a retratos e normalmente só ocupam o cargo uns míseros dois mandatos.


Em último lugar, temos o retrato do 6º Reitor da Universidade do Minho. É de esperar que uma instituição pilar da sociedade desde tempos imemoriais (1973) gaste dinheiro nos retratos dos seus reitores 7 400 euros.


É claro que o post anterior foi escrito de forma irónica. Por principio até nem sou contra a imortalização em tinta e tela dos nossos ilustres empregados públicos. No entanto, tendo em conta que estes retratos são todos de 2009, julgo que poderia ter havido um pouco de decoro, estas adjudicações podiam perfeitamente ter sido adiadas. Além disso, se estas pessoas têm de facto o mérito necessário para se gastar umas dezenas de milhar de euros em quadros, então deveria ser a sociedade a mobilizar-se e pagar estas homenagens sem pesar nas contas públicas. – Isso seria reconhecimento do qual eu me orgulharia.

(recebido por mail)

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