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«Não à agressão contra a Líbia!» concentração hoje às 18h frente à embaixada dos EUA (Sete Rios)

23/03/2011

A PAGAN-Plataforma Anti-guerra Anti-NATO vai participar na «concentração de repúdio pelas agressões imperialistas aos povos da Líbia e do Bahrein e pela exigência da paz», promovida pelo CPPC, frente à Embaixada dos EUA, em Lisboa (Avenida das Forças Armadas, junto a Sete Rios) dia 23 de Março, Quarta-feira, pelas 18h00.

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A PAGAN vai distribuir o seguinte comunicado:

 

https://antinatoportugal.wordpress.com

antinatoportugal@gmail.com

PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO

 

Comunicado

Líbia – Nova intervenção do dispositivo militar ocidental


1.       O ano de 2011 iniciou-se com manifestações populares contra os regimes ditatoriais no Médio Oriente e no Norte de África; regimes, aliás, com conhecidas conivências com os poderes ocidentais. A ausência de democracia e o aumento dos preços dos bens alimentares têm tido um papel importante naquelas manifestações;

2.                   Contrariamente ao acontecido na Tunísia e no Egipto, a contestação na Líbia revestiu a forma de revolta armada, com a presença de interferências e apoios ocidentais, que subestimaram as capacidades de reacção de Kadhafi, no poder desde 1969 e só recentemente “descoberto” como ditador demente e sanguinário. Tal como aconteceu com Ben Ali ou Mubarak;

3.                   A Líbia é responsável por 2.2% da produção de petróleo mas detém 3.5% das reservas mundiais, as maiores da África; quanto ao gás produz 0.5% mas tem 0.8% das reservas. Acresce que a Líbia é um dos principais fornecedores da Europa, particularmente do Sul (24% do abastecimento italiano e 9/11% dos restantes) e que, sendo os recursos energéticos pertencentes a uma companhia estatal, aguçam a cobiça das multinacionais;

4.                   Nesse quadro, o CS da ONU, por proposta ocidental, declara que os estados-membros “ajam a título individual ou no quadro de organismos ou arranjos regionais … para tomarem as medidas necessárias… para proteger as populações e zonas civis ameaçadas de ser atacadas… excluindo totalmente a deslocação de uma força de ocupação estrangeira sob qualquer forma“. Cremos que a invasão se seguirá sob qualquer pretexto, com ou sem o aval da ONU;

5.                   Rapidamente, o dispositivo militar ocidental, unificado em torno do Pentágono, com o apoio da peonagem francesa e inglesa, corresponde à sua própria iniciativa diplomática no seio da ONU e começa a bombardear a Líbia, gerando mais uma forma de incentivar o ressentimento do mundo islâmico contra os países da UE e contra a suserania norte-americana;

6.                   Porém, no Bahrain, a violência do governo sobre manifestantes desarmados, com o apoio de tropas do Conselho de Cooperação do Golfo (filial do Pentágono/Nato) não tornou proscrito o monarca; no Iémen, a intervenção brutal sobre os manifestantes por parte do governo, não atrai a animosidade dos ocidentais; e na Palestina ou em Gaza, particularmente, desenrola-se uma violência quotidiana, atropelos aos mais elementares direitos humanos, sob o olhar distraído da UE e dos EUA. Porquê? Porque no Bahrain está sediado o comando militar dos EUA para a região do Golfo; porque no Iémen, al Saleh é um elemento próximo dos EUA, interessado na estabilidade em torno do Bab el-Mandeb; e Israel é objecto da tolerância infinita dos ocidentais. Será que o CS vai alargar a sua actuação punitiva a estes países, assumindo a defesa das suas populações contra regimes ditatoriais e repressivos?

7.                   A PAGAN não aceita intervenções militares entre países soberanos e a ingerência nos assuntos internos de cada Estado, remetendo para os próprios povos a única legitimidade de decidir sobre as suas formas de governo e de gerir conflitos;

8.                   A PAGAN recusa aos EUA e aos países da UE, individualmente ou em conjunto, o direito de se arrogarem ao papel de zeladores da “ordem” internacional ou internos em todo o mundo. Sobretudo através de intervenções armadas que provocam mais desordem que paz e desenvolvimento, como se vê no Afeganistão, no Iraque, no Kosovo…

9.                   A PAGAN denuncia e recusa todas as atitudes dos governos europeus conducentes ao aumento da animosidade dos países muçulmanos contra as atitudes neocoloniais dos EUA e da UE;

10.               E incita todas as pessoas e organizações sociais para a necessidade de redução das desigualdades e para o aumento da democracia na bacia do Mediterrâneo;

Fim imediato da intervenção militar ocidental na Líbia!

20 de Março de 2011

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2 comentários leave one →
  1. Pedro Tavares permalink
    24/03/2011 17:53

    O vosso protesto é um absurdo! A intervenção não é da NATO, mas das Nações Unidas, com o aval do Conselho de Segurança, por sinal unânime.
    Conta com a aprovação da maioria do mundo árabe.
    Destina-se a travar um genocídio do próprio povo, desencadeado por um louco que há décadas rouba, mata, viola os direitos humanos impunemente.
    As vossas teorias em torno da agenda do controlo petrolífero da região são tão demagógicas como absurdas. A consequência prática da crise na Líbia está a ser a subida do preço do barril de petróleo, o que não interessa a ninguém.
    Às vezes, anunciarmo-nos “anti-guerra” a todo o custo é a melhor forma de sermos cúmplices das agressões a inocentes. A Suíça também era “pacifista” durante a Segunda Guerra Mundial.

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