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Representante da empresa dos blindados trabalha para o Estado português

07/01/2011

Cada cavadela cada minhoca. Qualquer negócio chorudo com cangalhada militar mete trafulhices.

Não são nada criativos; tipos dos partidos, advogados, misturas de funções públicas e privadas e o que ainda mais se virá a saber

– – — – – – –

Representante da empresa que vendeu os blindados à PSP trabalha para empresa
do Ministério da Defesa.
A Milícia, empresa privada que vendeu seis viaturas blindadas ao Ministério
da Administração Interna, partilha o mesmo advogado com a Empordef, SGPS –
holding detida a 100% pelo Ministério da Defesa, que gere as participações
sociais em empresas públicas da área militar.
Trata-se de João Henriques Pinheiro, militante do PS (secção de Benfica),
sócio do escritório Capitão, Rodrigues Bastos, Areia & Associados e
consultor jurídico do ex-ministro Severiano Teixeira e do Ministério da
Saúde até Junho de 2009.
Desde Abril de 2002 que Henriques Pinheiro é advogado da Empordef, tendo
mesmo exercido funções de administrador da Defloc – empresa de locação de
equipamentos militares detida pela holding estatal – entre Agosto de 2008 e
Fevereiro de 2010. Por outro lado, Pinheiro representa a Milícia desde o
início do concurso público para a compra de seis viaturas blindadas. E
enquanto procurador da Milícia assinou o contrato, no valor total de 1,2
milhões de euros, com o governador civil António Galamba.
O contrato estipulava um prazo de dez dias para a entrega das viaturas, mas
apenas foram entregues duas: uma a 22 de Novembro e outra seis dias depois.
Assim, Galamba enviou uma carta a 28 de Dezembro à Milícia onde denunciou o
contrato – pois o atraso já tinha ultrapassado 30 dias estipulados
contratualmente como prazo máximo para a entrega das quatros viaturas em falta.

O Governo Civil de Lisboa prepara-se agora para accionar judicialmente a
Milícia, solicitando a resolução judicial do contrato e o pagamento de uma
indemnização que poderá ser feito em género, ou seja, através da
transferência a custo zero da titularidade das duas viaturas já entregues.

Jornal “Sol” 7/1/2011

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