AntiNato

Balanço das actividades desenvolvidas pela PAGAN, pelos seus companheiros anti-militaristas e pela Coligação “No to War No to NATO” durante a Cimeira da guerra, em Lisboa

 

Um enquadramento sumário

Tem havido uma fraca tradição anti-militarista em Portugal devido a uma longa história de colonialismo e de intervenções “civilizadoras” nas colónias e, pelo facto de estar na memória colectiva que a queda do regime fascista em 25 de Abril de 1974 foi obra de militares progressistas.

No que se refere especificamente ao anti-militarismo e ao repúdio da NATO, nos últimos anos e, para além da actividade desencadeada pela PAGAN, desde finais de 2009 há apenas a registar, a grande manifestação em Lisboa, de unidade contra a invasão norte-americana e inglesa do Iraque.

Existe na sociedade portuguesa uma débil compreensão da ligação entre o militarismo, a democracia e os factores económicos, uma vez que não é relevada, mesmo à esquerda, a vigência de uma sociedade de controlo e a unidade planetária do capitalismo de hoje, bem diferente dos tempos em que dominavam as rivalidades inter-imperialistas. O capitalismo de hoje, pelas próprias condições técnicas do trabalho, invade mesmo as nossas vidas e os nossos afectos.

Essa débil compreensão resulta de estruturas económicas muito frágeis que se irmanam com estruturas políticas numa impune e larvar corrupção, na mediocridade imensa dos seus protagonistas e, à esquerda, num sectarismo suicida, com um espírito hierárquico assente na obediência acrítica, pouco propensa à aceitação de movimentos sociais independentes, criativos ou fora da dependência de um Estado tentacular.

Daí resulta também a impossibilidade de ter sido criado, em Portugal, um movimento de unidade – como proposto pela PAGAN desde o início – entre todos os que se dizem anti-NATO, sejam nascidos em Portugal ou onde quer que seja mas, conscientes de que a NATO é um problema mundial.

Um leque muito positivo de realidades

Pretende-se aqui, particularmente, elogiar:

Conclusões

3/12/2010

Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO (PAGAN)