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Pentágono faz explodir milhares de habitações no Afeganistão

28/11/2010
Em 16 de Dezembro de 2010, veteranos anti-guerra e pessoas de consciência irão manifestar-se numa acção dramática em oposição à campanha de terror travada pela Casa Branca e pelo Pentágono, que têm vindo a repetir os horrores da Guerra do Vietname. Por Brian Becker.
Artigo | 27 Novembro, 2010 – 16:44
Activistas da organização Afganistan Rights Monitor descreveram as habitações destruídas pelas tropas americanas: “São todas casas de barro, casas bastante humildes.”. Foto de Paulete Matos.

Activistas da organização Afganistan Rights Monitor descreveram as habitações destruídas pelas tropas americanas: “São todas casas de barro, casas bastante humildes.”. Foto de Paulete Matos.

Emprestando uma página do seu esforço de “pacificação” infame no Vietname do Sul, onde aldeias de camponeses foram incendiadas e queimadas até ao chão para “salvá-los dos comunistas”, a onda de ordem de Obama no Afeganistão tem sido fazer explodir secretamente milhares de habitações e o nivelamento de porções do interior Afegão.

Assim que dezenas de milhares de tropas Norte Americanas chegavam ao sul do Afeganistão, os habitantes das aldeias desapareciam. Então, as forças de ocupação lideradas por Petraeus determinavam que casas iriam ser destruídas.

“No Distrito de Arghandab, por exemplo, cada uma das 40 casas na aldeia de Khosrow foi arrasada por um bombardeio de 25 mísseis de acordo com declarações do governador do distrito, Xá Muhammed Ahmadi que estima que foram demolidas entre 120 a 130 casas no seu distrito, “ conforme referiu o New York Times em 16 de Novembro de 2010.

O Pentágono afirma que eles têm que destruir as habitações porque algumas delas podem ter dispositivos explosivos no interior.

A tumultuosa campanha assassina e de terror do Pentágono de há quarenta anos contra as aldeias sul vietnamitas, em áreas consideradas solidárias com as forças da resistência, utilizaram muito do mesmo tipo de explicação. De facto, o New York Times reportando-se ao Vietname, cita o Governador do Distrito de Arghandab, que trabalha com as forças de ocupação: “Tivemos que as destruir para as tornar seguras.”

Que esta táctica faz parte de uma campanha de terror de alta tecnologia contra aldeias Afegãs e contra o povo que nelas habita é evidente, até pelas descrições e relatos dos meios de comunicação ocidentais e agências que apoiam a guerra.

Mais uma vez, retirado doNew York Times de 16 de Novembro de 2010 que descreve armas como ferramentas:

“As tropas americanas estão a utilizar um impressionante conjunto de ferramentas não só para demolição de habitações, mas também para eliminar linhas de plantio onde os insurgentes se podem esconder, explodir edifícios exteriores, nivelar paredes agrícolas, e esculpir novas “estradas militares”, porque de acordo com jornalistas recentemente integrados na área, as existentes estão fortemente minadas.

“Uma das ferramentas mais temíveis é o Miclic, o M58 Mine-Cleaning Line Charge, uma cadeia de explosivos ligada a um foguete, que após o impacto destrói tudo numa faixa de cerca de 9 metros de largura por 99 de comprimento. O sistema de mísseis Himars, um lançador de foguetes de 4 metros que carregam ogivas de 90 quilos, também tem sido utilizado com frequência para trabalho de demolição.

“Muitas vezes, novas estradas militares passam pelo meio de quintas e complexos, cortando uma rota que irá manter os soldados a salvo das bombas colocadas nas estradas. Só no distrito de Zhare, a Segunda Brigada da Airborne 101 perdeu 30 soldados desde Junho passado, a maior parte devido a estas bombas.”

Activistas da organização Afganistan Rights Monitor descreveram as habitações destruídas: “São todas casas de barro, casas bastante humildes.”

Quando o General David Petraeus descreve a sua estratégia de contra insurreição, coloca sempre algumas palavras diplomáticas sobre a necessidade das tropas de afluência ganharem os “corações e as mentes” do povo das aldeias atingidas pela pobreza do Afeganistão. Isto é apenas para consumo público – uma mensagem repetida incessantemente pelos meios de comunicação corporativos cúmplices e os políticos de ambos os partidos, que serve para mascarar a campanha de terror sistemático do Pentágono utilizada para subjugar um povo ocupado.

Em 16 de Dezembro de 2010, veteranos anti-guerra e pessoas de consciência irão manifestar-se numa acção dramática em oposição à campanha de terror travada pela Casa Branca e pelo Pentágono. Juntem-se a nós em Washington, D.C no dia 16/12/2010 e façam parte da história. http://www.answercoalition.org

19 de Novembro, 2010 “ANSWER” inserto em A Comuna nº 23

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