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Activistas finlandeses retidos na fronteira

18/11/2010

Press Release.

As autoridades fronteiriças portuguesas impediram hoje, quinta-feira, dia 18 de Novembro, a entrada de 35 activistas pela paz. Os activistas viajavam para Portugal para integrarem as várias acções não-violentas contra a cimeira da NATO. O organizador desta viagem é a União dos Objectores de Consciência finlandês.

Esta organização afirma que o direito à manifestação devia estar garantido a toda as pessoas, em todas as situações e em todos os países ditos democráticos. “terão os organizadores da cimeira tanto receio das manifestações não violentas que nem sequer permitem a permanência de opiniões contestatárias dentro das mesmas fronteiras?.”

Recusar a entrada de manifestantes pacíficos é um exemplo da natureza desta aliança militar, a NATO, que apresenta uma intolerância perante todas as opiniões divergentes.

Os protestos contra a cimeira da NATO estão a ser organizados por várias organizações pacifistas portuguesas e internacionais. Tendo em conta que a Contra-Cimeira organizada só acaba domingo próximo, os activistas finlandeses pretendem participar, no domingo, na Contra-Cimeira.

Mais notícias sobre activistas retidos nas fronteiras portuguesas:

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jhQFl0cnBxUWC8-YCGUWc806oYpA?docId=11785117

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=239068&Itemid=1

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2 comentários leave one →
  1. Daniel permalink
    18/11/2010 22:29

    Quem quiser entrar em portugal pode, só não pode pelas entradas principais. alguem avise todos os estrangeiros que se querem juntar à manif. outra das estratégias é usar carros portugueses.

  2. Ana Margarida Esteves permalink
    22/11/2010 20:25

    O prazo para envio de artigos já passou, mas seria muito bom termos um artigo sobre a manifestação e a contra-cimeira em Portugal. Se quizerem escrever um artigo para a nossa webzine, contactem-me (anamargarida.esteves@gmail.com)

    Interface – Uma revista para e sobre movimentos sociais

    http://www.interfacejournal.net

    Convite à apresentação de artigos, volume 3, número 2 (Maio de 2011):

    Repressão e movimentos sociais

    Editores especiais deste número: Cristina Flesher Fominaya, Lesley Wood

    A Interface é uma nova revista editada duas vezes por ano por
    activistas e académicos de todo o mundo em resposta ao desenvolvimento
    e crescente visibilidade dos movimentos sociais nos últimos anos – e à
    grande quantidade de informação gerada neste processo. Esta informação
    é gerada em todo o mundo, em diversos contextos e das mais variadas
    formas, e constitui um recurso muito importante para o desenvolvimento
    mais aprofundado dos movimentos sociais. A Interface veio responder a
    esta necessidade, como um instrumento para ajudar os nossos movimentos
    a aprender com as lutas de cada um de nós, desenvolvendo análises e
    conhecimento que nos permitem tirar lições de processos e experiências
    de movimentos específicos e tornando-os úteis para os outros
    movimentos.
    Convidamos à apresentação de artigos por parte de participantes de
    movimentos e académicos, que se encontram a desenvolver investigação
    relevante sobre esta matéria. O nosso objectivo consiste em incluir
    material que possa ser utilizado de diversas formas pelos movimentos –
    em termos de conteúdo, de língua, de objectivos e de forma. Aceitamos
    trabalhos em diversos formatos, designadamente, artigos,
    recensões-ensaios, debates facilitados e entrevistas, notas de acção,
    notas académicas, documentos chave e análises, críticas de livros.
    Esses trabalhos serão depois analisados tanto por colegas activistas
    como por académicos, e outro material será editado por colegas. O
    processo editorial é geralmente realizado tendo em vista ajudar os
    autores a encontrarem uma forma de expressarem o seu pensamento, de
    maneira a que todos possamos ser ouvidos independentemente das
    distâncias geográficas, sociais e políticas.
    O nosso quinto número, a publicar em Maio de 2011, dará espaço a
    artigos de carácter geral, sobre todos os aspectos que facilitem a
    compreensão dos movimentos sociais, mas também terá uma secção
    especial dedicada ao tema da
    Repressão e movimentos sociais
    A questão da repressão é importante para os estudiosos e activistas
    dos movimentos sociais. Ao nível prático, os activistas necessitam de
    estratégias para enfrentar as forças repressivas – e reforçá-las
    através da partilha das suas experiências e análises. Mas a questão da
    repressão e da mobilização é também muito complexa do ponto de vista
    teórico. Os estudiosos têm investigado os efeitos contraditórios da
    repressão na mobilização (umas vezes, incrementa a mobilização, outras
    vezes, provoca o seu aniquilamento); por vezes, é capaz de fazer a
    caracterização dos revoltosos enquanto alvos legítimos da repressão,
    outras vezes, retira legitimidade ao Estado e faz aumentar a
    legitimidade dos movimentos sociais; encarar a repressão de forma
    colectiva pode reforçar os laços entre activistas e fortalecer os
    movimentos, ou pode conduzir à sua fragmentação; e por aí em diante).
    Sem querermos ser prescritivos e apenas com a intenção de promover a
    reflexão crítica, queremos abrir estas questões à discussão e
    apresentá-las como temas para eventuais contribuições:
    Quais são os efeitos da repressão nos activistas e nas organizações
    (efeitos biográficos, de solidariedade/confiança no interior dos
    grupos do movimento, avaliação do risco e participação)?
    Quais são os efeitos da repressão nos movimentos (ao longo do tempo,
    em contextos locais ou nacionais específicos, ao nível transnacional)?
    Quais são os efeitos da repressão na sociedade civil? O que é que
    acontece – como sucede no Haiti ou na África do Sul – quando políticos
    conhecidos são alvo de repressão, mas, por seu turno, se permite que a
    sociedade civil “profissionalizada” opere de forma livre?
    De que forma situações e projectos concretos como “The war on terror/A
    guerra ao terrorismo”, “Operation Green Hunt/Operação caçada verde” na
    India, a paranónia de Estado sobre a “Third Force/Terceira Força”, na
    África do Sul, e por aí em diante, afectam as experiências e
    estratégias dos movimentos sociais?
    De que forma a existência de novas tecnologias afecta a repressão e de
    que forma estão os movimentos sociais a lidar com estas mudanças?
    De que forma os contextos supra-nacionais, tais como “organizações de
    defesa multinacionais” e estruturas institucionais como a União
    Europeia, estão a afectar a repressão dos movimentos sociais ao nível
    nacional?
    Quais são as ligações entre as tácticas dos movimentos sociais e a
    repressão? Em particular, qual a relação entre a repressão de Estado
    violenta e as tácticas violentas dos movimentos sociais?
    De que forma as mudanças em matéria de repressão se cruzam com as
    mudanças nos movimentos sociais em diferentes regiões? Estará a
    emergir um novo repertório global de policiamento de protestos – ou
    estará a aumentar a fragmentação nas formas como as forças repressivas
    e os movimentos estão a interagir?

    A data limite para apresentação de candidaturas iniciais para este
    número (Número 5, a ser publicado em Maio de 2011) é 1 de Novembro de
    2010. Por favor, envie a sua proposta de artigo para Ana Margarida
    Esteves, coordenadora do núcleo de Língua Portuguesa, em
    anamargarida.esteves@gmail.com .

    Para mais informações sobre a apresentação de candidaturas à
    Interface, consultar por favor, “Guidelines for contributors/ Linhas
    de orientação para os nossos colaboradores” no nosso site em
    http://www.interfacejournal.net, e apresente o seu trabalho ao editor
    regional correspondente.

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