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Conselho Mundial da Paz pedirá a dissolução da Otan

08/11/2010

O secretariado do Conselho Mundial da Paz, presidido pela ativista brasileira Socorro Gomes, reune-se nesta sexta-feira (8) em Bruxelas, capital da Bélgica, para avaliar os últimos acontecimentos no mundo, os mais recentes desafios da luta pela paz e também para avaliar a próxima cúpula do Pacto Militar do Atlântico Norte, a Otan, que será realizada em Lisboa no mês de novembro.

Além desses temas, a reunião iniciada nesta sexta também se debruçará sobre a questão das bases americanas ao redor do mundo e, principalmente, sua instalação em território colombiano. Para Socorro Gomes, “é preciso analisar os últimos acontecimentos no mundo, os novos alvos da política dos Estados Unidos no Afeganistão, no Paquistão e, recentemente, no Iêmen”.

“A paz, hoje, está mais ameaçada que no fim da Guerra Fria, porque o imperialismo dá sequência a seus planos inaugurados na nova concepção da Otan, de 1991, que colocava o pacto militar como essencial para a defesa da Europa, defendia a militarização do continente europeu e agora procura atingir uma maior unidade entre os Estados Unidos e a União Europeia”, afirma Socorro.

Conforme a ativista brasileira, a Otan é um instrumento do imperialismo americano, já que os Estados Unidos detêm o comando principal e vários postos importantes dentro da hierarquia do pacto militar.

A Otan foi criada em 1949 como um instrumento militar de ameaça à União Soviética e aos estados da Europa Oriental, recém libertados do capitalismo, que procuravam trilhar o caminho do socialismo. Em resposta, os socialistas criaram a Organização do Tratado de Varsóvia, tratada pejorativamente de Pacto de Varsóvia pela mídia ocidental.

Com o colapso da União Soviética e seus aliados na Europa, a Otan deixa de ter um pretexto para seguir existindo. “A Otan é uma arma de guerra que serve para agredir povos e nações. Sua política é manter-se como braço armado a favor do saque das riquezas naturais dos países agredidos, para garantir a hegemonia americana”, relata Socorro.

“A cúpula da organização, a ser realizada em novembro, em Portugal, deverá aprofundar o debate sobre o papel de “polícia” da organização ao redor do mundo”, agrega Socorro.

O Conselho Mundial da Paz, além de discutir questões abrangentes para a paz mundial, também proporá o desmantelamento do pacto militar do Atlântico Norte, algo que é essencial para a paz”, finaliza Socorro.

Leia abaixo o “Apelo contra a Otan e a realização de sua cúpula em Portugal”, feito pelo CMP e pela sua organização correspondente em Portugal:

O Conselho Mundial da Paz (CMP) e o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúdam as pessoas amantes da paz em todo o mundo e os movimentos da paz que lutam e continuam a denunciar as guerras imperialistas, as ocupações ilegais e a injustiça social, e apelam para que prossigam e fortaleçam os esforços e lutas comuns contra o imperialismo e os seus aparelhos, principalmente a Otan, a maior máquina de guerra no mundo.

O CMP denuncia perante os povos do mundo os crimes cometidos pela Otan, e que continua a cometer, contra a Humanidade sob o pretexto de proteger os “direitos humanos” e a luta contra o “terrorismo”, segundo a sua própria interpretação.

Desde a sua fundação em 1949, a Otan tem sido uma organização ofensiva. Após 1991, com a sua nova doutrina militar, tornou-se o “xerife” dos interesses imperialistas no mundo. Esteve muitas vezes ligada a regimes sangrentos e ditatoriais, forças reacionárias e juntas militares. Participou ativamente no desmembramento da Iugoslávia, no bombardeamento bárbaro da Sérvia durante 78 dias, na derrubada de governos por meio “revoluções laranja”, na ocupação do Afeganistão.

A Otan prossegue os seus planos para o “Grande Oriente Médio”, alargando o seu campo de ação através da “Parceria para a Paz” e a “cooperação especial” na Ásia e América Latina, no Oriente Médio, Norte de África, bem como o “Exército Europeu”.

Todos os governos dos países membros partilham responsabilidades na Otan, independentemente do papel dirigente da administração dos EUA. Quaisquer abordagens diferentes sobre algumas matérias apenas refletem pontos de vista e rivalidades próprias, mas levam sempre a um confronto agressivo conjunto contra os povos.

Condenamos a política da União Europeia, que coincide com a da Otan, e o Tratado de Lisboa, que anda de mãos dadas nos aspectos políticos e militares. Os gastos militares da UE com as missões no estrangeiro aumentou entre 2002 e 2009 de 30 milhões de euros para 300 milhões de euros.

Os povos e as forças amantes da paz em todo o mundo não aceitam a Otan e o seu papel de “xerife” do mundo. Rejeitam qualquer tentativa de incorporar a Otan no sistema das Nações Unidas. Exigem a dissolução desta máquina de guerra ofensiva. Até o falso pretexto da Organizaão do Tratado de Varsóvia já não existe hoje.

O Conselho Mundial da Paz e os seus membros e amigos irão organizar em dezenas de países várias iniciativas nacionais e internacionais contra a Otan e o seu novo conceito estratégico, que se anuncia será aprovado na próxima cúpula em Portugal. Iremos organizar, conjuntamente com o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), iniciativas e conferências em Portugal e ações de massas antes e durante os dias da cúpula da Otan em Lisboa (novembro de 2010).

Sob o lema : DISSOLVER a Otan, Inimiga dos Povos e da Paz! o CMP apela a todas as organizações nos países membros da Otan e em todo o mundo para que apoiem este apelo, sublinhando os seguintes aspectos:

A Otan tem sido uma força agressiva e reaccionária desde a sua fundação em 1949. O Tratado de Varsóvia foi criado depois e dissolvido antes.

A Otan tem as suas mãos tingidas com o sangue de muitos povos durante 60 anos e não pode constituir “uma força da paz” no quadro da ONU.

Apesar do domínio dos EUA, as agressões são levadas a cabo em conjunto com outras forças imperialistas, o que não muda o caráter da Otan.

A Otan está diretamente ligada à UE e vice-versa, já que um grande número de países da UE são igualmente membros da Otan, bem como através das tendências militaristas e obrigações contidas no “Tratado de Lisboa”.

Todos os governos dos países membros da Otan são responsáveis pela sua ação; eles apoiam os seus planos imperialistas.

A Guerra da Otan contra a Iugoslávia em 1999 foi um marco para um novo dogma durante a cúpula em Washington em 1999. Ficou então claro que a União Europeia nunca foi um “contrapeso democrático” aos EUA.

A Otan age como uma polícia global com colaboradores em todos os continentes, executando o seu plano de um “Grande Oriente Médio” e intervindo ativamente no Leste Europeu, no Cáucaso, e noutros lugares.

Nós apoiamos totalmente e subscrevemos a campanha em Portugal “Paz sim, Otan não” que congrega dezenas de movimentos e organizações sociais. Apelamos a todas as organizações amantes da paz para juntarem as suas vozes e forças neste apelo e para se encontrarem em novembro de 2010, em Lisboa.

Da redação, com informações do CMP

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=138892&id_secao=9


W.P.C. – CAMPANHA CONTRA A NATO E A CIMEIRA DE LISBOA

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