Skip to content

Afeganistão: autonomização do país é processo para durar “anos”

27/08/2010
por Agência Lusa, Publicado em 27 de Agosto de 2010  |  Actualizado há 15 horas

//

<!–

–>

// //

O embaixador norte-americano na NATO afirmou hoje que a formação do Exército e forças de segurança afegãs não é um processo para durar “semanas ou meses, mas anos”, salientando contudo que já existem locais com níveis satisfatórios de autonomia.

Falando num encontro com jornalistas em Bruxelas, Ivo Daalder assinalou que os Estados Unidos ainda não projetaram todos os seus homens no seu terreno, depois de Barack Obama ter anunciado um novo reforço, em dezembro do ano passado, em West Point.

“Colocar mais 40 mil homens no terreno não é fácil”, frisou o embaixador americano, revelando que no prazo de um mês os Estados Unidos deverão estar “na sua máxima força” em termos operacionais.

Daalder lembrou que o Afeganistão “é um país com difíceis condições geográficas, que dificultam a logística e o transporte” e que os países fronteiriços são igualmente de difícil acesso, seja por este motivo ou por questões diplomáticas.

Vários responsáveis pela diplomacia norte-americana defenderam que o prazo de julho de 2011 para o início da retirada, referido pela primeira vez pelo presidente Obama no seu discurso em West Point, não significa uma debandada “em massa” da ISAF, mas sim o princípio de um longo processo de transferência de responsabilidades em algumas zonas (ou zona) do Afeganistão.

Nas últimas semanas, vários altos responsáveis militares norte-americanos (como o comandante da ISAF, David Petraeus) têm frisado em intervenções públicas ou entrevistas que o processo de transição para o Governo, o Exército e as forças de segurança do Afeganistão não pode assentar em prazos temporais, mas no cumprimento de objetivos.

“A partir de West Point, o relógio começou a contar”, reconheceu um oficial superior norte americano, notando, no entanto, que o tempo em política é diferente do tempo necessário para uma operação militar e que qualquer decisão, num país como o Afeganistão, pode levar bastante tempo apenas até ser iniciada.

Nas declarações aos jornalistas em Bruxelas, o embaixador norte americano na NATO disse que Washington “não está a olhar para a saída”.

“Estamos com os afegãos”, acrescentou, notando na sua intervenção que esta é “a maior operação da história da NATO, com o maior número de forças envolvidas”.

E apontou Cabul, a capital, onde esteve há três semanas, como um bom exemplo: “É operada e mantida por afegãos”.

Na cimeira de Lisboa, em novembro, Ivo Daalder disse que é preciso mostrar resultados à opinião pública.

“Temos de mostrar que estamos a progredir, província a província”, afirmou.

Jornal “I”  27/8/2010

Anúncios
No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: