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Guerra no Afeganistão vai piorar, diz Petraeus

30/06/2010

Mortandade atrás de mortandade até à derrota final

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Num depoimento perante o Comité de Forças Armadas do Senado, que esta terça-feira confirmou a sua nomeação, o general preparou os legisladores e a população para os tempos difíceis que se avizinham, mas ofereceu confiança de que as iniciativas que estão a ser planeadas permitirão, “lenta mas definitivamente”, estabelecer a segurança no Afeganistão.

Petraeus vai substituir o general Stanley McChrystal, demitido na sequência de declarações inapropriadas sobre o presidente e outros dirigentes da Administração, publicadas na Rolling Stone. Este foi o fim da carreira militar de McChrystal, reputado líder de operações especiais, que acaba de pedir a reforma do Exército.

A mudança de comando no Afeganistão levantou a questão da possível alteração na estratégia militar, mas a Casa Branca e o Pentágono foram firmes na garantia de que a política definida por Obama no Outono do ano passado é para prosseguir. Foi McChrystal quem delineou a sua componente militar, assente nos princípios do manual de contra-insurreição – escrito por Petraeus.

Em Washington, muitas vozes duvidam abertamente do sucesso da estratégia de contra-insurreição: o seu argumento é que não existem condições para aplicar essa doutrina no Afeganistão. Ao contrário do que aconteceu em Bagdad em 2007, a insurreição taliban não se concentra nos centros urbanos, mas sim nas zonas montanhosas, de acesso difícil e povoamento esparso. E, diferentemente do Iraque, o país não tem instituições nem líderes políticos fortes e credíveis, ou uma maioria de classe média disposta a fazer compromissos e a negociar o fim do conflito.

O senador do Arizona John McCain, que lidera a bancada republicana no Comité de Forças Armadas, pôs em causa a data de Julho de 2011 fixada pelo Presidente Obama para o início da retirada dos soldados americanos do Afeganistão, perguntando ao general se o facto de ter um prazo melhorava ou piorava o seu processo de tomada de decisões.

Petraeus não se comprometeu em apreciações pessoais e repetiu que essa data “é o início de um processo, não o momento em que os Estados Unidos fecham a porta” – exactamente o que tinha dito há duas semanas, quando fez um ponto de situação das missões na esfera do Comando Central do exército norte-americano.

O general também evitou fazer comentários sobre os seus parceiros civis, com quem McChrystal nunca se conseguiu entender. “Vou procurar contribuir para o trabalho de equipa e unificar os esforços de todos os participantes”.

Público

29.06.2010 – 21:31 Por Rita Siza, Washington

http://www.publico.pt/Mundo/guerra-no-afeganistao-vai-piorar-diz-petraeus_1444448

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