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CPPC convoca hoje às 18h concentração frente à embaixada de Israel

02/06/2010

«Face ao vergonhoso ataque de Israel contra barcos que transportavam ajuda humanitária para Gaza e dada a urgente necessidade de promover acções que expressem a sua mais firme e ampla denúncia e condenação, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, tomou a iniciativa de vos enviar uma proposta de tomada de posição conjunta a que apela à vossa adesão. Posição conjunta que tencionamos entregar à Embaixada de Israel, na próxima Quarta-feira, dia 2 de Junho, pelas 18h00 (R. António Enes 16, transversal à Av. 5 de Outubro)

Da mesma forma, o CPPC convoca uma concentração frente à Embaixada de Israel para esse mesmo momento, para a qual convida todas as organizações amantes da paz a integrarem-se.

Declaração:

Condenação do desumano ataque de Israel contra a «Frota da Liberdade»

O desumano ataque militar israelita contra os barcos de uma iniciativa de ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza – que levava bens de primeira necessidade e outros materiais para a resposta às prementes carências daquela população – que matou e feriu dezenas de pessoas, é mais um crime cometido pelo Estado de Israel que exige a mais clara e firme condenação.

O brutal ataque das forças israelitas, perpetrado em águas internacionais, contra a «Frota da Liberdade» – organizada pela Free Gaza, que transportava 750 pessoas e toneladas de mantimentos para a Faixa de Gaza – só pode merecer a condenação do Governo português.

Este hediondo crime traz para a ordem do dia o cruel e ilegal bloqueio imposto por Israel à população da Faixa de Gaza desde 2007, que criminosamente coloca todo um povo sob cerco e aprisionado. Um milhão e meio de crianças, mulheres e homens sobrevivem num território exíguo e privado das mais elementares condições de vida. Recorde-se a brutal agressão militar perpetrada entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009, que provocou a morte e ferimentos em milhares e milhares de palestinianos, na sua maioria crianças e jovens e destruiu infra-estruturas básicas, constituiu mais um rude golpe para o povo de Gaza, que continua impune.

Na raiz de todos estes graves problemas que a população de Gaza enfrenta está a ocupação israelita dos territórios palestinianos. Uma ocupação condenada em sucessivas resoluções das Nações Unidas, mas que, com o apoio ou a conivência dos Estados Unidos da América e da União Europeia, não só não cessa como se agrava, com os assassinatos, as prisões e a expansão dos colonatos.

Neste momento em que a violência israelita volta novamente aos noticiários e às primeiras páginas, urge reafirmar as exigências fundamentais tendentes à resolução deste conflito e o inalienável direito do povo palestiniano a um Estado independente, soberano e viável:

* o imediato levantamento do bloqueio à Faixa Gaza;
* o desmantelamento dos colonatos;
* a remoção do muro de separação;
* o fim da ocupação israelita;
* a resolução do problema dos refugiados no quadro do respeito do direito de regresso;
* e o estabelecimento de um Estado da Palestina, dentro das fronteiras de 1967, com Jerusalém Leste como capital.

A entregar na Embaixada de Israel, Quarta-feira, dia 2 de Junho, às 18h00.»

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