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NATO vai ter cada vez mais missões ao estilo da afegã

18/05/2010

LER NOVO CONCEITO ESTRATÉGICO DA NATO (pdf)

OTAN novo conceito estratégico cimeira de lisboa novembro 2010

OTAN novo conceito estratégico cimeira de lisboa novembro 2010

A NATO deve continuar a zelar pela segurança dos seus membros, como faz desde 1949, mas face às novas ameaças deve tornar-se mais versátil e preparar “as suas capacidades expedicionárias para operações militares que vão além da zona do tratado”, ou seja, do Atlântico Norte.

Esta é uma das principais ideias contidas no relatório que indica o novo conceito estratégico da Aliança Atlântica, que ontem foi apresentado em Bruxelas pela líder do grupo de sábios, Madeleine Albright, ex-secretária de Estado dos Estados Unidos.

O documento vai servir de base ao projecto final de conceito estratégico que terá de ser aprovado na cimeira de líderes dos 28 Estados membros da NATO, que vai decorrer em Lisboa entre 19 e 20 de Novembro e, em princípio, contará com a presença do líder dos EUA, Barack Obama.

Assim, missões como a afegã, que foi desencadeada após os ataques terroristas do 11 de Setembro contra território americano, passarão cada vez mais a ser a regra, quando até agora eram excepção. Portugal, país fundador da NATO, participou com tropas desde a primeira hora na luta aos talibãs.

Longe dos tempos da Guerra Fria, em que nasceu, a NATO enfrenta agora ameaças e desafios como o terrorismo, a proliferação nuclear, a pirataria, o tráfico de droga, os ciberataques, os efeitos das alterações climáticas, as disputas pelo petróleo e a segurança das redes de abastecimento de aprovisionamento de energia. Nem todas as suas respostas a estes desafios serão necessariamente de cariz militar.

Mesmo assim o relatório considera que é importante ter um sistema de defesa antimíssil que envolva e proteja todos os membros, que é preciso ter atenção à proliferação nuclear iraniana, que é imprescindível ter uma estreita cooperação com os russos, sem descurar, no entanto, a hipótese de “a Rússia poder enveredar por um caminho de adversário”.

Mas ao mesmo tempo em que alertam para a probabilidade de haver cada vez mais missões fora do que era o raio de acção inicial da organização euro-atlântica e em que apelam para um maior investimento na área da Defesa, apesar dos tempos de crise, os 12 sábios lembram também que “as Nações Unidas devem assumir as suas responsabilidades”. E apontam para a necessidade de uma nova era de parcerias com outras organizações internacionais.

“O novo conceito estratégico deve reconhecer que, à medida que avança para 2020, a NATO não irá geralmente actuar sozinha. As parcerias, em toda a diversidade, ocuparão um lugar central no trabalho diário da Aliança”, recomenda o grupo de sábios. E acrescenta: “A NATO não é de forma alguma a resposta a todos os problemas. É organização regional e não global, tem recursos financeiros limitados, outras prioridades, não deseja levar a cabo missões que podem ser desempenhadas que outras instituições ou países são capazes de levar a cabo.”

A UE é, nesse contexto, um parceiro único da NATO. Isto porque, como disse ontem em Bruxelas o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, a “NATO não tem a ambição de ser a polícia do mundo”.

in DN GLOBO

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