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Governo aberto a caças americanos na Base das Lajes

19/04/2010

É evidente que para os americanos os Açores não são muito importantes dada a nova configuração dos desequilibrios geoestratégicos no mundo. O governo português vai mostrando dia a dia a sua subalternidade face aos EUA.

Em 2003 foi o estalajadeiro Durão a oferecer guarida a Bush, Blair e Aznar. Depois a presença no Afeganistão e, em breve no Uganda para formar soldados somalis. Se os americanos insistirem Santos Silva até paga para eles lá continuarem, uma vez que os governo (regional e nacional) não têm alternativas de desenvolvimento que não passem pelo papel de serviçal dos pilotos dos F-22 e dos F-35

Os açorianos vêm-se manifestando contra este projecto que perturba o seu sossego

Em 1944 os ingleses foram intermediários dos americanos, negociando com Salazar as Lajes sem este saber que os futuros ocupantes seriam os americanos. Quando Salazar aceitou os “aliados” britânicos foram os americanos que sairam da cartola impondo a sua presença a Salazar que não gostava deles. E não gostava por razões muitos estratégicas! É que para o ditador América era sinónimo de Hollywood, deboche, mulheres despudoradas… susceptíveis de dar maus exemplos às portuguesas

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Ministro da Defesa aponta que os pareceres estão prontos. EUA dizem que é uma “excelente oportunidade”

O Governo português está disponível para a instalação na base das Lajes de um campo de treino para os caças norte-americanos de última geração, nos Açores, dando assim uma nova funcionalidade à BA nº 4 e o processo poderá agora entrar na fase negocial.

A informação foi prestada ao JN pelo ministro da Defesa, Santos Silva, após o encerramento do II Fórum Açoriano Franklin D. Roosevelt, organizado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), que decorreu durante três dias na Terceira, onde está instalada a BA 4.

O presidente da Região Autónoma, Carlos César, tinha manifestado a necessidade, na abertura do Fórum, na quarta-feira, de instalar nas Lajes um campo de treinos para os caças norte-americanos de última geração, os F-22 e os F-35, para trazer uma nova funcionalidade à base e tirar mais partido da importância estratégica dos Açores.

No encerramento do Fórum, ao fim da tarde de sexta-feira, Santos Silva, confrontado pelo JN, adiantou que o “Governo está disponível para estudar” com os americanos a instalação da base de caças e confirmou que os pareceres técnicos “estão concluídos”. Santos Silva adiantou que já foi dado conta aos norte-americanos da disponibilidade portuguesa e da conclusão dos pareceres, parte deles realizados pela FAP.

O Governo deverá, agora, aguardar uma proposta formal dos norte-americanos e as palavras cautelosas de Santos Silva poderão ser já enquadradas na futura fase negocial, onde estarão em causa as obrigações de cada uma das partes.

De cautelas parece também rodear-se a parte americana, com o encarregado de negócios da Embaixada norte-americana em Lisboa, David Ballard, que também participou no Fórum da FLAD, a adiantar, em declarações ao JN, que a “ideia veio da parte portuguesa e nós gostámos”, tanto assim que “estivemos três anos a estudá-la” e salienta que falta apenas uma decisão política de ambos os governos.

Quanto a um eventual carácter urgente para ser encontrada uma solução, uma vez que os norte-americanos poderão encontrar uma alternativa às Lajes, David Ballard, prefere dizer, em jeito de aviso, que os EUA são “uma grande potência. Temos sempre muitas oportunidades, temos sempre forma de chegar ao que precisamos”. Mas, aponta o diplomata, “seria uma excelente oportunidade para ambos os países. Não é algo que seja absolutamente essencial para nós, mas, por outro lado, traria benefícios a Portugal e aos EUA, assim como a outros países”, numa aparente referência à possível utilização do futuro campo de treinos por outros Estados da OTAN.

Na Região Autónoma o processo está a ser seguido com muita atenção, tendo em conta os benefícios directos para os Açores e para a importância estratégica do país, mas há também críticas à diplomacia portuguesa, acusada de estar só virada para Bruxelas, esquecendo o diálogo com os EUA.

Público 19/4/2010

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