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Acordo de redução de armas nucleares entre Rússia e EUA

06/04/2010

Esta semana Barack Obama e Dmitri Medvedev chegaram a um novo acordo sobre a redução de armas nucleares. Artigo de Rui Curado Silva

O anterior tratado START (Strategic Arms Reduction Treaty) foi assinado pelas duas partes em 1991 – na altura a Rússia ainda integrava a URSS – e expirou no passado mês de Dezembro de 2009. O novo pacto que será assinado em Praga no próximo dia 8 de Abril, prevê a redução do arsenal de ambos os países para 1550 ogivas nucleares. Actualmente, o arsenal nuclear russo estima-se em cerca de 2500 ogivas nucleares e o número de ogivas americanas estima-se ligeiramente acima das 2000 unidades. O acordo de redução abrange também os diferentes meios de transporte de cargas nucleares até aos alvos: mísseis, submarinos, bombardeiros e camiões equipados de rampas de lançamento.

A maior novidade deste acordo são o aumento do rigor no mecanismo de verificação de aplicação do tratado, que deverá ser “irreversível, verificável e transparente”, e a atribuição aos sistemas de mísseis defensivos do mesmo nível de perigosidade bélico que as actuais armas ofensivas.

Os elevados custos de manutenção e os problemas de segurança que colocam as velhas instalações onde são guardados os arsenais nucleares de ambos os países têm vindo a ser fortemente criticados por diversos especialistas, como Robert McNamara, representando a razão principal que forçou o acordo, mais do que a vontade política.

Actualmente, estão instaladas 480 ogivas nucleares na Europa pertencentes à NATO: 20 na Bélgica, 150 na Alemanha, 90 em Itália, 20 na Holanda, 110 no Reino Unido e 90 na Turquia. Seria de todo desejável que estas armas fizessem parte de um acordo que incluísse a Europa, dado que estas armas sofrem dos mesmos problemas apontados aos arsenais russo e americano. Recentemente, uma acção do grupo de activistas belga Bomspotting que milita contra a proliferação de armas nucleares, mostrou com uma facilidade desconcertante como se entra clandestinamente nas instalações de Kleine Brogel, na Bélgica, onde se encontram cerca de 20 cargas nucleares da NATO (Ver vídeo em baixo).

Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra

(extraido de Esquerda.net)

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