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30 de Março – Dia da Terra Palestina (“Yawm Al-Ard”)

30/03/2010

30 de Março – Dia da Terra Palestina ((“Yawm Al-Ard”)

Posted: 29 Mar 2010 04:38 PM PDT

Nesta data, nas terras invadidas da Palestina, nos campos de refugiados e na emigração e, em sinal de solidariedade, um pouco por todo o mundo, os palestinianos realizam um dia de protesto e de resistência contra a criminosa e genocida ocupação sionista, comemorando o 34.º aniversário do seu “Dia da Terra”.

Há trinta e quatro anos (em 30/3/1976), como resposta ao anúncio pelo governo sionista de Israel de um plano de colonização com a confiscação de terras em território palestiniano para construir novas colónias e ampliar localidades judaicas, foi organizada uma greve geral pelo povo da Palestina e tiveram lugar importantes acções de protesto e manifestações em diversas cidades árabes. O governo israelense, através do seu exército nazi-sionista, reprimiu violentamente a greve e as manifestações com tanques e artilharia pesada. O saldo do confronto foram seis jovens mortos, 96 feridos e cerca de 300 presos.
Desde então, o 30 de Março tornou-se anualmente numa data de comemorações e de manifestações contra os sionistas israelenses, realizadas não só por cidadãos palestinos, mas por árabes e por cidadãos que em todo o mundo se manifestam solidários com o povo palestiniano.
Nas últimas décadas não mais foi interrompida esta política anexionista de Israel, com o roubo de novas terras aos palestinianos, demolindo casas e expulsando à força os seus moradores, construindo novos colonatos contra as numerosas resoluções da ONU que determinam a retirada dos sionistas de todos os territórios ocupados desde a “guerra dos seis dias”, em 1967. Tripudiando sobre essas resoluções, escarnecendo da indignação internacional contra a sua política expansionista e de feroz “apartheid”, o Estado de Israel e os seus alternantes governos -ora compostos por partidos da extrema-direita e do “centro”, ora constituídos pelo partido “socialista” local, mas todos sempre e até hoje com o descarado apoio dos EUA -, prosseguiram com a sua ofensiva militar e genocida contra o povo palestiniano.
Prosseguem as prisões de jovens palestinianos que protestam e lutam contra a ocupação da sua pátria, que se vão juntar aos mais de 11.000 prisioneiros palestinianos que Israel mantém aprisionados em condições humilhantes, sujeitos às mais selváticas sevícias. É nestes centros de detenção dos sionistas que se “formam” os instrutores de tortura que Israel envia para vários países para ajudarem governos”amigos”, como o da Colômbia, p.ex..
As ofensivas actuais contra a Faixa de Gaza e o seu balanço de morticínio de inocentes, e de destruição terrorista de casas e de todas as infra-estruturas de apoio à vida, são a impune continuação dos massacres de Sabra e Chatila no passado. A Faixa de Gaza é a berço da Intifada e constitui a base de apoio mais firme do Hamás, organização política palestiniana que obteve a maioria dos votos para governar aquele território e que se nutre de uma militância justamente radicalizada pelas condições insuportáveis de miséria e de opressão. Por isso, aqui o objetivo de Israel é destruir as organizações palestinas e quebrar a resistência da população à ocupação colonial para poder concretizar sua “solução final” para o conflito e acabar com qualquer aspiração de auto-determinação nacional.

Em todos os territórios ocupados, visando pulverizar a nação palestina e inviabilizar a construção de um Estado palestiniano viável, a política de Israel visa aterrorizar a população, através de assassinatos “selectivos” , bombardeamento dos acampamentos de refugiados densamente povoados, humilhação em postos de controle, toques de recolher constantes, prosseguindo a construção de muros verdadeiramente da “vergonha”, mas vergonha para a opinião pública mundial e para as organizações internacionais – especialmente a ONU – que vão assistindo passivamente ao extermínio de um povo inteiro.
Hoje, contra a ofensiva sionista em curso, a nossa solidariedade e a nossa denúncia são fundamentais no apoio à justa luta de libertação nacional do povo irmão da Palestina!

julio filipe

(reproduzido do blog “Cheira-me a revolução”)

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