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EUA ‘convidados’ a retirar armas nucleares da Europa

21/02/2010

EUA ‘convidados’ a retirar armas nucleares da Europa

Americanos têm mais de 200 armas nucleares no continente europeu

Cinco países da NATO – Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Noruega – vão pedir “nas próximas semanas” a retirada das armas nucleares norte-americanas que ainda estão na Europa, anunciou ontem o governo belga.

“A proposta que o governo belga e os quatro países em questão vão fazer nas próximas semanas é de retirar do território europeu as armas nucleares de outros Estados membros da NATO”, disse o porta-voz do governo belga, Dominique Dehaene, à agência noticiosa francesa AFP.

Os Estados Unidos são o único país membro da NATO que tem armas nucleares em países terceiros na Europa. Os arsenais de França e do Reino Unido não estão “noutros países”. “Trata-se de lançar o debate na NATO”, disse o porta-voz.

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As declarações do porta-voz visam explicitar um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro ministro belga, Yves Leterme, afirmando que “a Bélgica é favorável a um mundo sem armas nucleares” e que vai “tomar uma iniciativa nesse sentido, com a Alemanha, a Holanda, o Luxemburgo e a Noruega, no âmbito da revisão do conceito estratégico da NATO”.

No texto, o primeiro ministro belga afirma querer “aproveitar a oportunidade criada pelo apelo do presidente norte-americano (Barack Obama) por um mundo sem armas nucleares” e refere a defesa desta posição no âmbito da “preparação da conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação em Maio em Nova Iorque”.

Segundo fonte do governo belga citada pela agência, a iniciativa visa as mais de 200 bombas atómicas que os Estados Unidos mantêm em quatro países europeus da NATO: Alemanha (cerca de 20), Bélgica (20), Itália (90) e Turquia (90).

O porta-voz de Leterme explicou que esta iniciativa tem de ser vista “no contexto mais amplo do desarmamento, que deve aplicar-se também às armas convencionais e não apenas atómicas”.

Yves Leterme fez referência ao apelo neste mesmo sentido lançado ontem por dois ex-primeiros ministros belgas, o democrata cristão Jean-Luc Dehaene e o liberal Guy Verhofstadt, e dois antigos ministros dos Negócios Estrangeiros, o liberal Louis Michel e o socialista Willy Claes, este último secretário geral da NATO na década de 1990. “As armas nucleares tácticas norte-americanas na Europa perderam toda a sua importância militar e encorajam outros países a adquirir armas atómicas”, escreveram num artigo publicado no diário belga De Standaard.

Fonte: Diário de Notícias   20/2/2010

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