Skip to content

Nas Lages não?!

09/02/2010

“A CGTP/Intersindical apresentou no Tribunal de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, uma queixa contra os Estados Unidos tendo em vista a “reposição da legalidade” na fixação dos salários dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores está em causa o alegado incumprimento pelas forças norte-americanas instaladas na Base do acordo laboral assinado entre Portugal e os EUA. Para Vítor Silva, não foi respeitado o dispositivo que determina que o aumento anual do vencimento dos 840 trabalhadores portugueses ao serviço na Base deve ser feito de acordo com os dados apurados num inquérito sobre o crescimento dos vencimentos na Terceira” . Leio isto no “Açoriano Oriental”com data de 3 de Fevereiro de 2010 e relaciono com a informação recolhida em http://www.facebook.com/group.php?gid=292049153289,   segundo a qual que “os aviões F22 e F-35 vão começar a treinar sobre o Oceano Atlântico com suporte na base das Lajes. Os primeiros F22 – raptor, caças bombardeiros norte-americanos de quinta geração, vão começar a chegar aos Açores já este ano. Quanto às novas valências para a base das Lajes, o governante açoreano (André Bradford) explicou que, perante uma proposta dos Estados Unidos, no âmbito da Comissão Bilateral Permanente, para utilização da infra-estrutura para apoio a um campo de treino de caças, foi decidido que, antes de qualquer negociação política, deviam ser analisadas todas as questões militares e técnicas envolvidas nessa proposta por parte das Forças Aéreas dos dois países”. Por sua vez fico a saber que “Não foram ainda transmitidas à Comissão Bilateral Permanente conclusões desses estudos”, pelo que as declarações à imprensa do ministro da Defesa Nacional, referindo que «a resposta é uma resposta, em princípio, positiva» não são “mais do que isso mesmo: a afirmação de uma posição do Ministério da Defesa é apenas de cariz técnico”, elucidou.

Então fiquei indignada…que país é este que nunca referendou a nossa permanência na Nato? que cidadãos/cidadãs somos nós que nunca exigimos uma vistoria, uma auditoria ao impacto ambiental de uma base deste género numa ilha como a Ilha Terceira? que cidadãs/cidadãos somos nós que temos ignorado a gravidade do estado de deteorização e condições precárias em que se encontram armazenados combustíveis por toda a ilha? que cidadãos/cidadãs seremos nós se não tomarmos posição em relação a estas informações?

É necessário saber o perigo real para a ilha no seu todo, saber como estão a ser conservados os materiais ( aktamente inflamáveis), numa ilha de origem vulcânica e numa zona de sismos mais que prováveis, o impacto destes treinos nos eco-sistemas e finalmente se queremos ou não que a base das Lages se mantenha ao serviço dos senhores da guerra!

Emília Cerqueira, membro da PAGAN.

Lisboa, Portugal.

Anúncios
2 comentários leave one →
  1. 09/02/2010 8:00

    Os cobardes militaristas (portugueses e estrangeiros, ambos responsáveis) escolhem as Lages, porque sabem que é muito mais difícil desenvolver-se, na ilha de Stª Maria, ou no arquipélago, uma constestação à base, pois a vida de muitos/as açorianos está literalmente dependente de emprego directo ou indirecto na base, ou ao serviço de outras estruturas NATO. E não é fácil contestar as Lages desde o continente.
    Têm então um forte meio de chantagem discreta (o emprego) e permitem-se fazer o que entenderem, como colonialistas que são.
    O problema dos Açores e de Portugal : estamos, há muito tempo, imersos num complexo neocolonial. Só algumas pessoas têm consciência disso. Os dirigentes políticos sabem-no bem, pois eles/elas se vendem aos senhores – da NATO, da UE, do grande capital corporativo – é o seu modo de vida…
    Um problema suprimido não é um problema inexistente, é um problema grave que condiciona tudo sem aparecer em cena.

    MB

  2. 10/02/2010 1:07

    Mas agora começa a ser diferente…já em 2007 os E.U, abriram concurso excluindo os portugueses…os EUA, neste momento, aterrorizam os contestatários, não cumprem acordos, diminuem cada vez mais os salários…e não se trata da ilha de Santa Maria(?) mas sim a Ilha Terceira….estive lá ao pé , ouvi as populações, as suas queixas, em finais de 2007.

    Emília Cerqueira

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: