Skip to content

Num planeta justo o trabalho da NATO não existiria

12/12/2009

 A maioria das guerras das últimas décadas foram guerras por recursos, que visavam garantir o acesso de governos e corporações a tais recursos. Essa exploração natural é a causa da crise climática. Agora, as mudanças do clima juntaram-se a tais guerras como uma das duas maiores causas da imigração forçada. Ao mesmo tempo, a máquina de guerra é um instrumento de criminalização da migração.

Por sua vez o  “Programa Estocolmo”, pensa-se que será aprovado em dezembro, irá propiciar maior vigilância na internet, acesso comum à base de dados da polícia européia e outras polícias de fronteira, para colaborar com o combate à “imigração ilegal”. Isso irá forçar países fora da União Européia a aceitar de volta seus cidadãos que entraram na UE sem visto e irá aumentar o uso de identificações biométricas ou por rádio-frequência (RfiD), assim como o aumento da agência policial Europol e da vigilância das fronteiras da UE.

Enfrentando  isso, refugiados desafiam as fronteiras quando se movem por sobrevivência e por uma vida melhor. Eles migram e, ao fazer isso, recusam-se em cumprir leis que colocam o lucro e o controle acima da vida e da dignidade.

Para conter esses atos de desafio e esperança, governos, corporações e elites fomentam e promovem o racismo mundialmente. A COP15 é outro instrumento para isso. As suas definições de um “bom alvo” já deslocam centenas de milhares de pessoas. As falsas soluções apresentadas pela COP15 condenam  milhões mais ao sofrimento para a manutenção dos lucros.

É conveniente para a Dinamarca hospedar uma conferência como a COP15. O estado dinamarquês tem fomentado o racismo para justificar o deslocamento e deportação dos iraquianos que ocuparam uma igreja em Copenhague durante três meses esse ano. Entretanto, como a maioria dos outros governos que estão participando da COP, as elites dinamarquesas não estão mantendo o seu racismo em seu próprio quintal. O novo primeiro ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, é agora o líder da NATO. Por sua ordem empreendem-se “repressões de segurança”,  reforçando as fortalezas da Europa para prevenir a migração vinda de lugares directamente afetados pelas mudanças climáticas da élite. Para a NATO, existe um conjunto de ameaças no incerto mundo actual, do terrorismo e crime internacional a agitações que seguem crises de escassez de alimentos, grandes migrações aos países da NATO e conflitos sociais como resultado das mudanças climáticas. Num planeta justo – o trabalho da NATO não existiria.

A máquina de guerra irá ceder, assim como as fronteiras.

http://climatenoborders.wordpress.com/

Adaptado por Emília Cerqueira

Anúncios
No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: