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Exército disponível para intervir na segurança interna

08/12/2009

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6 comentários leave one →
  1. 08/12/2009 4:13

    Exército disponível para intervir na segurança interna

    por RUI PEDRO ANTUNES
    03 Dezembro 2009 (DN)

    O CEME, Pinto Ramalho, disse ontem ao DN que o Exército está “disponível” para ajudar na área da segurança interna. Num almoço organizado pela revista ‘Segurança e Defesa’, o militar afirmou ser favorável ao fim da “ambiguidade constitucional” que condiciona a colaboração entre o Exército e as forças de segurança. Sindicato da polícia está “100% contra” esta ideia

    O Exército está disponível para colaborar na segurança interna do País. O chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Pinto Ramalho, garantiu ontem ao DN: “Só fazemos aquilo que a tutela determinar, mas, se nos derem condições, estamos disponíveis para participar na segurança interna, por exemplo, em áreas como a formação.” Já antes de falar ao DN, no final de um almoço-debate organizado pela revista Segurança e Defesa, o CEME disse ser favorável ao fim da “ambiguidade constitucional” que condiciona a colaboração entre o Exército e as forças de segurança em território nacional.

    A posição de Pinto Ramalho surgiu pouco antes do fim do debate, na sequência de uma interpelação do general Loureiro dos Santos, que questionou o CEME sobre “o emprego do Exército com as forças de segurança interna, que tem de ser sempre excepcional”, lembrando que, em Espanha, “não há a dúvida angustiante que [Portugal] tem” nem a “ambiguidade” em termos constitucionais.

    Na resposta, Pinto Ramalho considerou que, “havendo capacidades instaladas”, a “ambiguidade deve ser desfeita”, defendendo ainda que os militares devem funcionar de forma “supletiva”.

    Já o presidente do Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol), Armando Ferreira, disse ao DN que é “completamente contra esta hipótese porque não cabe às forças militares exercer qualquer tipo de actos de segurança em território nacional”. “A polícia é treinada para lidar com o cidadão, o militar com o inimigo. E, por outro lado, a Constituição também não permite que o Exército se imiscua na área da segurança interna”, acrescentou o dirigente sindical.

    A ideia de o exército ter responsabilidades nesta área não é novidade para Armando Ferreira. “Lamentavelmente já tinha ouvido essa proposta do comandante da GNR”, lembra.

    No entanto, neste momento, uma actuação do Exército a nível de segurança interna está restrita a casos de “estado de sítio e emergência, terrorismo e gestão de crise”, como lembrou Pinto Ramalho no decorrer do almoço na Cooperativa Militar. No discurso, o CEME havia também considerado que deve ser “equacionada” uma resposta do Exército a “situações de maior emergência”. Pinto Ramalho lembrou que “é preciso encontrar resposta para o crime organizado” e que o “Exército tem de ajudar a garantir a segurança”.

    O CEME defendeu que é do “interesse nacional” que o recrutamento das forças de segurança continue a passar pelas forças armadas. No entender de Pinto Ramalho, a quebra no efectivo do Exército (que devia ter 25 701 elementos e só conta com 23 275) decorre deste aspecto, que “era um atractivo maior para os cidadãos” integrarem as forças armadas. Daí que o CEME defenda que os cidadãos com serviço militar devem ter prioridade nas candidaturas à PSP e GNR.

    No dia em que partiu uma unidade de engenharia de 130 militares para o Líbano, Pinto Ramalho não escondeu que uma das “preocupações do Exército é a resposta às missões de política externa” .

    No almoço comemorativo do terceiro aniversário da revista Segurança e Defesa estiveram presentes figuras como o ex-ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, o vice-presidente da Academia das Ciências, Adriano Moreira, o director da ASAE, António Nunes, o director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, ou o director da PSP, Oliveira Pereira.

    http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1437095

  2. 08/12/2009 4:25

    Enquanto muitos dos militantes anti-capitalistas (e anti-nato) não perceberem que temos todos de prestar muita atenção ao perigo que é a disseminação de ideias militaristas e como isso cerceia e é perigoso para a liberdade…repare-se nas tentações militaristas e o que isso significa em termos do controlo da liberdade individual….no artigo anterior está lá tudo…a esquerda que ainda sonha com outro 25 de Abril,continua a dar, directa ou indirectamente, balões de oxigénio ao militarismo…têm tantos problemas com a palavra anti-militarismo… esta palavra…pois deviam ter era com o abuso do poder latente…quando acordarem talvez já seja tarde….quando instalarem definitivamente o militarismo.
    EM TODO O LADO!
    P.S. Lembram-se…?
    Emília Cerqueira

  3. 08/12/2009 4:41

    “Somos anti-militaristas porque pensamos que o exército é um dos suportes do capitalismo, mantendo uma hierarquia rígida completamente separada do povo e ao serviço dos interesses privados.”

    Emília Cerqueira

  4. 08/12/2009 10:18

    A minha leitura do artigo e dos farrapos de discurso seleccionados (não esquecer isto) pelo jornalista do DN, é substancialmente outra.

    Não nos podemos basear numa análise convencional de que as forças armadas estão apenas vocacionadas para tarefas relacionadas com o «inimigo» ou seja no exterior!!!
    E caso venham a ocorrer acções de guerrilha dentro do território nacional? Têm dúvidas de quem irá perseguir, reprimir, matar, torturar? Com certeza ambos (exército e polícias)!!!

    No caso da polícia, o chefe dos sindicalistas policiais, por mais «esquerda» que seja, não se sente incomodado que a polícia atire a matar contra jovens (supostos) autores de furto. Não se incomoda que as forças de intervenção especiais armem uma cilada no dia 25 de Abril de 2007 a uma meia centena de manifestantes libertários, os encurrale na rua do Carmo e faça um «brilharete», carregando selvaticamente contra manifestantes totalmente desarmados!

    Quanto às forças ditas «progressistas»…
    Elas não se incomodam muito; se não lhes erodir a base de apoio eleitoral, motivo final de todas as suas movimentações, não se importam, não é nada com elas… Quanto muito atiram uma bocas contra o poder instalado. Nem isso sequer, no caso vertente, calaram-se muito bem calados, eles fariam igual ou pior que o poder PS.
    Não, o militarismo não se virá a instalar na nossa sociedade, ele já aqui está instalado! E da forma pior, ou seja, sem que se tenha consciência disso!
    A questão não é portanto dum défice de segurança do Estado contra subversivos; a questão é da segurança de cidadãos contra o uso abusivo permanente da força armada (quer seja polícia ou exército, é a mesma coisa, substancialmente!). O problema é que num estado dito «democrático» ocorre uma impunidade sistemática de muitos casos de abuso, que nem chegam ao tribunal ou que acabam por umas sentenças bem indulgentes, que nunca beliscam sequer as enormes e óbvias responsabilidades das hierarquias. O problema é de uma esquerda enquistada numa guerrinha de trincheiras pelas benesses do poder dentro e vivendo do Estado. O problema é de uma cidadania adormecida, que quer acreditar nas patranhas que uns e outros lhes vendem constantemente.

    Manuel Baptista

  5. 08/12/2009 15:07

    Sim e temos de lutar para que as pessoas “acordem” através de uma prática de denúncia constante, de partilha com os outros que não estão tão despertos como nós. Tudo leva o seu tempo…o que dizes não é nada de novo….é o mesmo tipo de discurso do deles, dessa esquerda enquistada no seu reduto/sonho de um amanhã que canta…é HOJE E AGORA…então temos de ter um DISCURSO NOVO sem juízos de valor…
    Emília Cerqueira

  6. 08/12/2009 15:08

    As imagens valem mais do que mil palavras…o título e as imagens são mais do que suficientes…ficam lá…
    Emília

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