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Como conseguir que o dinheiro não vá para a guerra?

08/12/2009

Dinheiro para a saúde, o ensino,… e não para a guerra!
Adaptado de comunicado recente do POUS

De um lado, a guerra alimentada por somas astronómicas! As despesas militares atingiram um recorde, no ano de 2008, de 1464 mil milhões de dólares, correspondendo a um aumento de 45% em dez anos! Do outro lado, mil milhões de pessoas com fome e 50 mil pessoas a morrer em cada dia, por falta de comida, de água ou de uma simples vacina.
Com todo este dinheiro gasto na guerra, quantas escolas, quantos hospitais, quantos postos de trabalho, quantas obras de irrigação, de saneamento básico e de canalização de água potável seria possível fazer?
E dizem estes senhores do mundo que este é o sistema capitalista é o melhor possível: um sistema que deu aos bancos e aos Fundos especulativos, numa penada, 25% de toda a riqueza criada a nível mundial; um sistema que levou o Governo português a colocar ao dispor dos bancos portugueses mais de 20 mil milhões de euros, o correspondente a 50% da receita recebida em impostos!
E tudo isto para quê?
Para os números do desemprego ter atingido em Portugal, oficialmente, mais de meio milhão de trabalhadores!
Para saírem do nosso país, em cada mês, cerca de 100 jovens licenciados!
Para que nove em cada 10 dos empregos criados em Portugal serem precários!
Para que o orçamento para o Ensino superior público ter levado um corte de 18%, em três anos!
Para os estudantes serem obrigados a pagar propinas cada vez mais elevadas, no quadro do esquema perverso e enganador do Processo de Bolonha, enquanto os professores ficam também no desemprego e na precariedade, e se troca a Acção social escolar por empréstimos à Banca!
Para nos virem dizer, agora, que o nosso país está ameaçado de ir à bancarrota, que são necessários ainda mais cortes orçamentais, nas escolas e em todos outros os serviços públicos?
Dizer não à guerra é agir para derrotar a política capitalista!
Não é justo exigir o dinheiro necessário para o funcionamento da Universidade, exigir que os estudantes – que estão a trabalhar para se qualificarem, para servirem a sociedade e o nosso país – não tenham ainda que pagar propinas ou endividar-se?
Dizer não à guerra é dizer não ao processo de Bolonha! É dizer sim à qualificação, sim a mobilidade e à cooperação entre os estudantes e os investigadores, no quadro da qualificação para servir a Humanidade e não para servir as multinacionais?
Que ligação tem esta luta com a luta dos trabalhadores, para segurarem os seus postos de trabalho, ou a luta dos professores e de todos os outros funcionários públicos?
Que ligação tem esta luta com a luta dos trabalhadores e dos estudantes dos outros países da Europa e do resto do mundo?

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