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DECLARAÇÃO DE APOIO E SOLIDARIEDADE A AMINETU HAIDAR

28/11/2009

foto daqui

Aminetu Haidar

Activista saharaui dos Direitos Humanos em greve de fome no aeroporto de Lanzarote, Espanha, depois de ter sido expulsa por Marrocos

Declaração de Apoio e Solidariedade a Aminetu Haidar

Em greve de fome desde o dia 15 de Novembro, Aminetu Haidar prossegue a sua firme luta pela autodeterminação e liberdade do seu povo e pátria, ocupada por Marrocos há 34 anos.

Relembramos que Aminetu Haidar, destacada activista dos Direitos Humanos, viu negada a sua entrada nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, onde reside, por ter recusado a nacionalidade Marroquina. Detida no aeroporto de L’Aaiún pelas autoridades marroquinas, foi sujeita a interrogatório e isolamento de quase 24 horas, sendo de seguida obrigada a embarcar num avião que a conduziu ilegalmente a Lanzarote sem passaporte, qualquer outra documentação ou pertence.

Ao aeroporto de Lanzarote, onde permanece, chegam diariamente, oriundas de todo o mundo, mensagens de solidariedade e de condenação deste manifesto crime de Marrocos, e igualmente de profunda repulsa pelo comportamento inadmissível do Governo Espanhol, que, uma vez mais, demonstra a sua cumplicidade para com a política marroquina de sistemática violação dos direitos do povo Saharaui.

Como jornalistas preocupados com os acontecimentos, além do nosso dever de divulgar os factos, temos também obrigação de mostrar a nossa solidariedade por uma sociedade mais justa, pelo que, juntamente com o Conselho Português para a Paz e Cooperação, alertamos para o facto de Aminetu Haider estar neste momento a entrar numa fase sem retorno, correndo o verdadeiro perigo de vida num prazo não superior a 48 horas, segundo a equipa médica que a acompanha.

O único direito que Aminetu reclama para por termo à greve de fome, é a de poder viver na sua pátria, como saharaui, sem aceitar a nacionalidade marroquina, aliás de acordo com as inumeras resoluções das Nações Unidas.

Deste modo, como cidadãos e como jornalistas, exigimos que o Reino de Marrocos cumpra as suas obrigações de acordo com o direito internacional, devolvendo de imediato os documentos a Aminetu Haidar e que respeite o seu direito de retorno à pátria, em segurança e sem condições prévias.

Como jornalistas, é também nosso dever quebrar a barreira de silêncio que existe em Portugal sobre a questão do Sahara Occidental e exortar, igualmente o governo Português a quebrar silêncio sobre este assunto, colocando-se ao lado da defesa intransigente do direito internacional, reclamando de Marrocos e de Espanha a resolução do problema por eles criado.

Neste sentido, apelamos ainda a todos os jornalistas, portugueses ou não, que unam as suas vozes às nossas pela vida de Aminetu Haidar, enviando mensagens e cartas de protesto para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Embaixada de Marrocos e Embaixada de Espanha, cujos contactos passamos a disponibilizar.
Gabinete do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Ministro Luís Amado
Palácio das Necessidades, Largo do Rilvas
1399-030 Lisboa
Tel.: 213 946 000
Fax: 213 946 070
Correio electrónico: ministro@mne.gov.pt

Embaixada de Marrocos
Embaixadora: Karima Benyaich
R. Alto do Duque, 21
1400-009 Lisboa
Tel.: 213 020 842
Fax: 213 020 935
E-mail: sifmar@emb-marrocos.pt

Embaixada de Espanha
Embaixador Alberto José Navarro González
Rua do Salitre, 1
1269-052 Lisboa
Tel.: 213 472 381/ 2/ 3
213 478 621/ 22
Fax: 213 472 384
E-mail: embesppt@correo.mae.es

Jornalistas signatários:

João Falcão-Machado

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