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O Afeganistão continua a render

08/10/2009

Obama descarta retirada e corte nas tropas no Afeganistão

00h30m

O presidente dos EUA, Barack Obama, reafirmou que a sua revisão da estratégia para o Afeganistão não prevê retirada ou corte no número de soldados no país – mas não disse se vai enviar mais homens, como quer o partido Republicano, que iniciou a guerra em 2001 durante a presidência Bush.

Em reunião no Congresso, Obama revelou que vai “valorizar o sentido de urgência da situação” e avisou que nem todos ficarão satisfeitos.

A ofensiva militar “Liberdade Duradoura”, liderada pela América e Grã-Bretanha, tinha por objectivo derrubar o regime Talibã após os ataques de 11 de Setembro de 2001. Completou ontem oito anos e o número de soldados mortos na coligação internacional é já de 1446 (869 americanos; 220 ingleses; Portugal já teve dois mortos, um em 2005, outro em 2007). O número não pára de aumentar a cada ano e 2009 é já o pior de todos, com 401 baixas mortais (fonte: iCasualties.org).

A questão imediata é agora se a guerra deve ser prolongada? Mais: como lidar com o Paquistão e a possibilidade de lá colocar o reforço de tropas?

Com base nos actuais planos, até o fim de 2009 haverá 68 mil soldados americanos no Afeganistão (Inglaterra tem 9 mil e recusa aumentar o contingente). O general McChrystal já disse que a situação no país é “grave” e pediu um reforço de 40 mil homens.

Mas a decisão é bem mais complexa e mete outras variantes sobre qual deve ser o envolvimento económico, como lidar com a OTAN e os aliados, como se relacionar com o futuro governo afegão e, por último, como reformular o programa de ajuda humanitária?

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1383844

Para o secretário da Defesa Robert Gates não há dúvida possível. “O [Afeganistão] e a sua região de fronteira com o Paquistão é o moderno epicentro da jihad”; se os islamitas “tiverem oportunidade de derrotarem uma segunda superpotência [referência à retirada soviética, em 1989], isto dar-lhes-ia uma influência maior do que nunca”, referiu Gates.

Um porta-voz talibã insistia ontem que a única solução para o conflito é a “retirada de todas as forças estrangeiras”. Recordando outra derrota de uma potência europeia, a Grã-Bretanha do século XIX, aquele advertiu que “estamos prontos para uma longa guerra” e “temos muito mais paciência” do que as potências ocidentais.

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1383800&seccao=%C1sia

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    08/10/2009 2:07

    NATO chief: US allies must do more in Afghanistan
    By ROBERT WIELAARD (AP) – 39 minutes ago

    BRUSSELS — America’s allies risk eroding NATO’s trans-Altantic defense pact if they do not contribute more to the Afghan mission, Anders Fogh Rasmussen, the alliance secretary general, said Wednesday.

    Fogh Rasmussen said there must be a “fair balance” between what the United States does to stabilize Afghanistan and what its allies do, but that Washington currently sees no such balance.

    Unless that changes, he told a press conference at the NATO headquarters, “many in the United States will wonder about Europe as a real partner in security. That would be damaging over the long-term for NATO and trans-Atlantic relations.”

    The escalation of the war and rising allied casualties have sparked criticism in European NATO nations about the continued military commitment to a mission nearly eight years after a multinational coalition toppled Afghanistan’s hardline Taliban government and sent its al-Qaida allies into hiding.

    Critics point to the deaths of civilians in NATO air strikes and to allegations of ballot-box stuffing and massive fraud in the recent Afghan presidential election.

    Typical of the trans-Atlantic gap is that Dutch plans to withdraw from Afghanistan in 2010 coincide with a bid by U.S. Gen. Stanley McChrystal, the top American commander there, to get up to 40,000 more American troops to bolster security, especially in northern and western Afghanistan.

    Fogh Rasmussen said NATO remained committed to finish the job of stabilizing Afghanistan, but stressed that European allies must contribute not just troops but also money and expertise to boost police and army training.

    “This is our shared interest,” he said. “We need to do more so we can do less later.”

    NATO’s chief executive also backed a proposal by Britain, France and Germany for another international Afghanistan conference to discuss the country’s future after the elections.

    The three countries want “new prospects and goals” in Afghanistan that stress good governance, the rule of law, security and economic and social development.

    The United States has 65,000 troops in Afghanistan. Other NATO nations combined have 35,000 troops there.

    The NATO defense ministers will discuss later this month Gen. McChrystal’s proposal for an additional 40,000 American troops.

    Fogh Rasmussen said it was “premature” to discuss an exact number, but added that “we really need resources, personnel as well as money, to sustain a strong and strengthened Afghan security force.”

    His plea for more European help in police training comes despite the fact that a European Union police training mission — launched in 2007 — has never been fully deployed. Fogh Rasmussen described that as “a bit embarrassing.”

    Copyright © 2009 The Associated Press. All rights reserved.

    http://groups.yahoo.com/group/stopnato/message/42080

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