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Comunicado – A NATO PREPARA A SUA INTERVENÇÃO NA SÍRIA

08/10/2012

O Parlamento turco autorizou a intervenção militar da Turquis no conflito sírio a pretexto do assassinato de 5 civis turcos por um morteiro disparado do lado sírio da fronteira. O pretexto há muito esperado para a intervenção estrangeira aberta foi dado e ela não se faz esperar.

Da mesma forma que na Líbia, as armas da NATO vão continuar a guerra lançada por grupos armados directa ou indirectamente sob tutela norte-americana, lançados para a “intersecção armada” das movimentações populares que visavam derrubar ditaduras hereditárias e confessionais e alcançar o bem-estar para os povos.

O papel agora desempenhado pela Turquia tinha sido atribuído, no caso da Líbia, à França que iniciou os bombardeamentos aéreos sob pretexto de defender os  grupos de mercenários que ela própria lançou e armou, enquadrando dissidentes do regime de Kadafi , para pretextar  a intervenção directa da NATO e colocar no poder os seus lacaios mais fiéis.. O processo é sempre o mesmo, os cúmplices também e o resultado não falha: destruição, morte e regimes periclitantes  sem sustentação popular nem sequer legitimidade histórica ou tradicional , instáveis, tão repressivos ou mais do que os que foram derrubados  e submissos incondicionalmente aos interesses imperialistas.

Desta forma a NATO controla a revolta à custa de muitos milhares de vítimas que os ditadores nunca seriam capazes de fazer no confronto directo com os povos. Esta a forma civilizada engendrada pelos EUA para liquidar a esperançosa primavera árabe que tinha como pressupostos a liberdade política, a transformação social e económica com uma base bastante alargada de laicismo.

A PAGAN condena em absoluto o suporte armado à oposição Síria e a intervenção da NATO, de qualquer um dos seus membros ou ao seu serviço  no conflito da Síria, e sustenta a exigência absoluta da resolução, com recurso à diplomacia do conflito, que já fez demasiadas vítimas pela intromissão imperialista.

A NATO é uma organização militar pautada pelo crime de guerra e pala agressão sofisticada que reúne os lacaios do imperialismo norte-americano, sem qualquer legitimidade para decidir autocraticamente a sua intervenção armada na cena internacional, .

 A cada acção da NATO, às claras ou dissimulada, se justifica mais a exigência da sua dissolução e a exigência ao Estado português que deixe de ser cúmplice, conivente ou participante dessa aliança extremista que move a guerra contra a soberania dos povos.

FLYER DISTRIBUÍDO NO 25 DE ABRIL (LISBOA) E NO 1º DE MAIO (SETÚBAL)

03/05/2012

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A guerra é contra os povos
e pode ser feita sem tiros


Estão em curso as guerras do Pentágono/NATO e outras poderão surgir de todo o cordão de instalações militares que rodeiam a Ásia, do Mediterrâneo ao Japão; quando não em África, onde o Africom dos EUA vem comprando o apoio de governos e generais, há muito habituados à corrupção e à repressão dos povos.

Essas guerras, vistas através dos telejornais, pretendem mostrar o nosso privilégio por termos governos e tropas que fazem bombardeamentos em casa alheia, em terras de “terroristas” ou “islamitas”, reservando para nós outras formas de guerra.

A guerra de que somos vítimas é uma guerra social conduzida por um sistema financeiro falido e em desespero, cujas caras são os governos, as troikas e uma UE cada vez mais autoritária. Para eles a guerra  faz-se com leis, com a repressão no trabalho e  nas ruas, com desemprego, perda de rendimentos e direitos, com miséria e fome, tudo tomado como danos colaterais.

Quando se condenam os velhos à morte por abandono e retirada do direito a cuidados de saúde; quando se incitam os jovens a emigrar e se condenam os pobres por serem pobres, assistimos a uma guerra de genocídio.

Neste momento de retrocesso civilizacional a PAGAN mantém-se em luta contra a guerra, conduzida por militares ou por banqueiros. E nessa luta queremos ver todas as suas vítimas

Por um retorno às esperanças abertas em Abril e para a construção de um maduro Maio que, começa no seu primeiro e especial dia.

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http://antinatoportugal.wordpress.com/
Mail: antinatoportugal@gmail.com

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03/05/2012

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CRONOLOGIA DA ACTIVIDADE DA PAGAN

26/03/2012

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2009

Criação em 30/9/2009

Contato em Berlim com as redes europeias NVDA em Outubro

Primeira reunião internacional em Lisboa de preparação da “recepção” à NATO em Dezembro

Presença numa concentração a favor da luta dos palestinianos, junto da embaixada israelita, em Dezembro

2010

Primeira sessão pública de debate em Janeiro de 2010

Criação da PAGAN-Norte, com base no Porto

Lançamento de uma recolha de assinaturas contra a participação portuguesa na guerra do Afeganistão em Janeiro

Distribuição de panfletos em várias manifestações sindicais e políticas durante o ano, bem como produção de comunicados de imprensa, utilização intensiva do blog e das redes sociais

Ações mediáticas no Porto, no Fantasporto e na Torre dos Clérigos

Participação em parceria com a CGT espanhola numa marcha virtual ibérica contra a guerra e o capital, em Junho

Reuniões de sensibilização e coordenação de ação com organizações anti-militaristas de Espanha, em Julho e Novembro

Concentração de protesto contra a presença de Rasmussen, secretário-geral da Nato, de visita a Lisboa para organizar a Cimeira

Semana de ação em Outubro, em Lisboa e Porto, com a presença de companheiros de  vários países europeus, no sentido da mobilização para a semana da cimeira da NATO

Semana da Cimeira

  • Flashmob em Lisboa
  • Aceleração de campanha na imprensa no sentido da consideração como organizações terroristas, da PAGAN e dos organizações estrangeiras envolvidas da contestação à NATO (WRI, Bomspotting…). O Partidos Comunista Português esteve particularmente ativo nessa tentativa de criminalização
  • Entrevistas várias à imprensa sobre o repúdio da Cimeira da NATO e de desmontagem da campanha para a criminalização da PAGAN
  • Sessão pública de demonstração do que é desobediência civil
  • Corte de uma estrada de acesso à Cimeira com uma ação de mobilização contra a guerra e da qual resultou a prisão de 42 pessoas durante mais de 24 h, o tempo necessário para que não pudessem participar na manifestação contra a NATO
  • Suspensão pelo governo português das regras do espaço Shengen de onde resultou o impedimento de entrada em Portugal a umas 150 pessoas
  • Realização durante um dia e meio de uma Contra-Cimeira com diversas exposições e debates relacionados com a guerra e a NATO
  • Participação na manifestação contra a NATO convocada pela CGTP (central sindical dominada pelo PC) e para a qual a PAGAN e os seus amigos estrangeiros foram formalmente proibidos de participar. No entanto, participaram atrás, fora do cordão de segurança da CGTP juntamente com muitos portugueses, cercados por dois cordões de polícias fortemente armados. Os cercados eram impedidos pelo dispositivo policial de sair da manifestação e mais ninguém se lhes podia juntar . Nunca em Portugal tal se havia verificado; no entanto, no Parlamento ninguém referiu o assunto.

Reunião de balanço da PAGAN em Dezembro

2011

Debates sobre o Mediterrâneo, Palestina e Sahara Ocidental em fevereiro e maio de 2011

Participação numa concentração junto da embaixada dos EUA contra a intervenção na Líbia, em Março

Presença numa festa anual de organizações sociais em Abril

Presença no encontro de Dublin em abril para balanço das ações em Portugal em 2010

Flash mob em maio contra a intervenção da NATO na Líbia para a qual foram convidadas todas as organizações da rede europeia mas que apenas foi secundada por um grupo belga, não havendo respostas das outras

Concentração de protesto contra a visita de Rasmussen ao atual primeiro-ministro em Setembro

Manifestação anti-militarista a propósito da morte de uma jovem num estúpido exercício  militar integrado no Dia da Defesa Nacional

Participação em Dezembro na concentração contra a repressão no Egipto, junto à embaixada desse pais

Participação nas ações de solidariedade com Bradley Manning, em Dezembro

A partir de meados de 2011 parte dos elementos da PAGAN têm participado nos movimentos sociais e na resistência contra as investidas dos governos e da troika. As dificuldades que o povo português vem sentido tornaram o desemprego, a miséria, a recessão, o assalto aos direitos laborais, sociais e humanos uma prioridade relativamente à luta anti-militarista

Por exemplo, a PAGAN esteve presente na Acampada Rossio, tendo sido o único movimento que ali esteve em nome próprio; participou nas manifestações de 12 de Março, 15 de Maio e de 15 de Outubro e ainda no movimento Ocupar Lisboa que esteve presente durante um mês junto da Assembleia da República.

Em Abril, a PAGAN estará presente na habitual festa anual designada por Arraial, em Lisboa

LEMBRAR GAZA! – dia 27/12/2011, às 18:30, no Largo de São Domingos, em Lisboa,

22/12/2011
LEMBRAR GAZA!
LIBERDADE PARA A PALESTINA!
No dia 27/12/2011, às 18:30, no Largo de São Domingos, em Lisboa, vamos evocar o Massacre de Gaza perpetrado pelas forças militares israelitas, o qual teve início precisamente no dia 27 de Dezembro de 2008, prolongando-se por 3 (três) semanas, até dia 18 de Janeiro de 2009. As tropas israelitas só se retiraram da Faixa de Gaza no dia 21 de Janeiro de 2009, deixando atrás de si um terrível rasto de destruição e morte. 1.417 palestinianos foram assassinados, entre eles muitas crianças. Do lado israelita terá havido 13 mortes, 4 das quais provocadas por fogo das próprias forças de Israel. 
 Vamos, pois evocar este dia de luto para a Humanidade
e exigir
Liberdade para a Palestina

A sórdida chantagem israelita

22/12/2011

Como dizia Shulamit Aloni, ex-ministra israelita da Educação, «não é preciso fornos crematórios nem câmaras de gás para perpetrar um genocídio». Como qualificar o comportamento israelita relativo ao corte de água ou de electricidade aos palestinianos?

Em Gaza, apenas 10% dos 1,6 milhões de habitantes têm acesso à água todos os dias. A companhia israelita de electricidade fornece 60% das necessidades da faixa de Gaza, tudo pago com as taxas alfandegárias palestinianas cobradas pelas autoridades israelitas.

Gaza compra 5% da electricidade no Egipto e procura produzir ela própria os outros 35% na única fábrica eléctrica de Gaza, gravemente danificada quando foi bombardeada por Israel em 2006.

No dia 26 de Novembro, Danny Ayalon, adjunto do ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, ameaçou cortar a electricidade e a água provenientes de Israel, assim como todas as ligações de infraestrutura que servem os 1,6 milhões de habitantes da faixa de Gaza.

O verdadeiro sentido do castigo colectivo

«É o verdadeiro sentido do castigo colectivo », declarou Jaber Wishah do Palestinian Centre for Human Rights. «As crianças, as mulheres, as pessoas de idade, os doentes, os estudantes, todos ficam sujeitos a esta ameaça».

Após as eleições democráticas de 2006 que levaram o Hamas ao poder, Israel impôs um bloqueio cada vez mas severo na faixa costeira, o que tem por consequência privar os palestinianos da maioria dos bens essenciais e básicos, entre os quais animais de criação, medicamentos, máquinas e peças sobresselentes, e o combustível industrial necessário ao funcionamento da estação de produção de energia.

Uma chantagem absurda

«Israel sempre cortou a electricidade e destruiu as infraestruturas ao longo de todos estes anos, mas é a primeira vez que eles ameaçaram explicitamente cortar tudo e totalmente», declarou Wishah. «É absurdo fazer chantagem sobre a vida de uma população inteira por causa de problemas políticos».

E é também ilegal.

Wishah faz notar que Israel continua a ocupar militarmente e a controlar a faixa de Gaza, apesar da retirada dos colonos israelitas e das bases militares em 2005. Segundo o direito internacional, Israel é responsável pelo bem-estar da população do território ocupado, devendo cuidar nomeadamente do fornecimento de electricidade, de água e da infraestrutura operacional.

[…] Mais de 100 palestinianos morreram em 2009 e no primeiro trimestre de 2010, relatou a Oxfam, por causa dos incêndios ou do monóxido de carbono causados pelos geradores.

[…] «Será uma catástrofe se Israel cortar a electricidade. A metade da população não terá acesso à água», declarou Maher Najjar [director geral adjunto do serviço municipal de gestão das águas costeiras].

Actualmente, 95% da água dos lençóis subterrâneos não se pode beber, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS detectou concentrações de nitratos, que se pensa serem cancerígenos, superior a 330 mg por litro de água, ultrapassando de longe os 50 mg/litro tolerados.

[…] «Israel furou mais de 1000 poços à volta da faixa de Gaza para seu uso próprio. Cortaram o escoamento da água antes de ela atingir a faixa de Gaza», declarou o sr. Najjar.

Enquanto que a quantidade de água fornecida pela Mekorot, a companhia nacional de água de Israel, cobre apenas 5% das necessidades, é a ameaça de Israel de cortar a electricidade e as infraestruturas que os habitantes de Gaza mais temem. «O cloro é vital para o nosso tratamento da água. Sem ele, não podemos consumir um único copo de água», declarou o sr. Najjar.

As águas sujas não tratadas

Já por falta de electricidade e de instalações adequadas para o tratamento da água, até 80 milhões de litros de águas usadas brutas ou parcialmente tratadas são jogadas diariamente desde a faixa de Gaza para o mar.

Em 2008, a Organização Mundial da Saúde constatava níveis perigosos de bactérias fecais ao longo de um terço da costa de Gaza. Em 2010, as Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) assinalaram que a diarreia aguda e a hepatite viral permaneciam as doenças mais graves entre os refugiados da faixa de Gaza.

«Precisamos de electricidade para continuar a bombear as águas sujas provenientes das habitações até às estações de depuração», declarou o sr. Najjar. «Os geradores servem de auxílio durante os cortes de electricidade, mas sem o fornecimento regular de electricidade, os dejectos acabarão por inundar as ruas».

Em Agosto de 2007, uma bacia de retenção de águas sujas na cidade de Beit Lahiya transbordou, afogando cinco habitantes de uma aldeia vizinha.

«Penso que os israelitas estão sérios quanto à sua ameaça», declarou Wishah, «porque eles não se importam com as leis e as convenções internacionais, como as Convenções de Genebra, que eles assinaram e que proíbem os castigos colectivos. Eles sentem que estão acima da lei e para além de qualquer acção judicial».

http://www.info-palestine.net/article.php3?id_article=11540

CAPJPO-EuroPalestine, 16.12.2011

Concentração na Embaixada do Egipto: hoje a partir das 18h

20/12/2011

«Absolutamente repugnante e inaceitável a repressão militar e policial dos últimos dias no Cairo põe em causa a democracia e a liberdade de expressão dos povos. Censurada pela televisão nacional mas nem por isso desconhecida do mundo, a bárbara intervenção das forças da ordem de inimaginável desproporcionalidade é um atentado ignóbil e vergonhoso aos direitos humanos.

Impõe-se justiça e apuramento urgente das responsabilidades! Exige-se um protesto da comunidade internacional junto das autoridades egípcias.
Junta-te ao protesto em solidariedade com o povo egípcio violentamente brutalizado nas ruas da sua capital.»

Embaixada do Egipto
Avenida Dom Vasco Gama, 8
1400-128 LISBOA
( Santa Maria de Belém )

Mapa:
http://maps.google.com/maps/place?q=embaixada+egipto+Lisboa&hl=en&cid=6710780662295041126

Evento no FB: http://www.facebook.com/events/235429079858796/

«As autoridades egipcias chamam de contenção dos tumultos as imagens provam ad nausea que são apenas violência, brutalidade e barabárie. Não poderemos aceitar que se debata política em regimes ditos democráticos nestes termos. É não apenas um atentado aos direitos humanos, aos direitos de expressão, de manifestação e ao direito soberano à indignação. Nove mortos confirmados até agora, centenas de feridos, e um silêncio assustador das autoridades internacionais, da aministai Internacional, do tribunal internacional dos direitos do homem, nada…imagens como as que podem ver nesta reportagem em anexo foram censuradas pela televisão nacional egipcia, estão a circular na net e em alguns media internacionais (mas com muitos cortes) mas devem ser vistas por todos para perceber ao que chegou a democracia…

hoje no egipto, amanhã…

Protesto impõe-se!

http://blogs.publico.es/olga-rodriguez/2011/12/18/a-lo-que-las-autoridad…

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/6327»

«Uma vergonha inaceitável no Cairo ontem…nove mortos confirmados, centenas de feridos. Impõe-se protesto. Brutalidade fascista e inaceitável contra manifestantes censurada na televisão nacional.
Circulem e estejam atentos ao protesto em Lisboa para breve.»

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/6327

Day of shame in the Middle East: Female protesters beaten with metal poles as vicious soldiers drag girls through streets

Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2075683/Egypt-violence-Female-protesters-brutally-beaten-metal-poles-vicious-soldiers.html#ixzz1h2lh11bY

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2075683/Egypt-violence-Female-protesters-brutally-beaten-metal-poles-vicious-soldiers.html

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