Protestos pacíficos e furiosos contra a cúpula da aliança militar e terrorista do ocidente
Protestos pacíficos e furiosos contra a cúpula da aliança militar e terrorista do ocidente
No sábado (4) o “black bloc” (bloco negro) incendiou um hotel a cinco quilômetros do Palácio da Música e dos Congressos, onde os governantes dos 28 países aliados estavam reunidos. O piso térreo do hotel ficou completamente destruído pelas chamas. Os bombeiros conseguiram apagar o fogo antes que ele se propagasse para o andar superior. Um posto policial e uma agência de turismo também foram incendiados. Manifestantes invadiram ainda uma agência de correio, uma farmácia e também uma igreja. Lojas, bancos, câmeras de vigilância e carros também foram apedrejados.
Nos arredores de Estrasburgo, a poucos quilômetros do centro de conferência onde os membros da Otan celebravam os 60 anos da aliança militar e discutiam seu futuro, que foi encerrado antes do previsto, milhares de ativistas entraram em choque com a polícia, que enfrentou os manifestantes com balas de borracha, jatos de água e gás lacrimogêneo. Dezenas de pessoas foram detidas, e muitas feridas, aparentemente sem gravidade.
Antes do início da cúpula, os 28 líderes que atravessaram a pé uma ponte sobre o rio Reno entre Alemanha e França, simbolizando a união européia, tiveram que acelerar os passos. Pois, pouco tempo depois, numa ponte próxima dali, manifestantes do “black bloc” começaram a enfrentar policiais dos dois países, e em pouco tempo a situação saiu do controle. Do local onde estavam os chefes de Estado era possível enxergar as colunas de fumaça provocadas pelos incêndios.
Com o vigor dos protestos as primeiras-damas tiveram que suspender uma visita que fariam a um hospital de Estrasburgo. Milhares de manifestantes as aguardavam em frente ao hospital.
O “Vilarejo/Acampamento Autogestionário”, apesar de todo acosso e fustigamento das autoridades, reuniu mais de 3.000 pessoas em um campo nos arredores de Estrasburgo. Um boneco alto representando Barack Obama, com cerca de seis metros de altura, com orelhas de burro e um símbolo da Otan no estômago, foi colocado em frente à entrada do lugar, dando as “boas-vindas”.
Ao todo, 25 mil policiais e 31 unidades de choque francesas e alemãs foram mobilizados nos dois lados da fronteira para garantir a segurança da cúpula e a repressão aos protestos.
Fotos:
http://www.flickr.com/photos/filkaler/sets/72157616382089156/
http://www.flickr.com/photos/pm_cheung/sets/72157616290833337/
http://www.flickr.com/photos/photos-de-danyel/sets/72157616259890849/
agência de notícias anarquistas-ana
domingo, 5 de Abril de 2009
[França] Anarquistas causam um grande estrago em protesto contra a Otan em Estrasburgo, polícia prende mais de 100
[Vestidos de negro e encapuzados, armados com paus, pedras, bandeiras negras e muita disposição, centenas de anarquistas invadiram e causaram um grande estrago no centro da cidade de Estrasburgo, num protesto anti-Otan.]
Polícia francesa deteve nesta quinta-feira (2) mais de 100 ativistas após um confronto entre militantes anti-Otan e as forças de segurança na cidade de Estrasburgo, onde a Otan realiza uma reunião de cúpula na sexta (3) e sábado (5), que marca o 60º aniversário da aliança atlântica. A tropa de choque usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes forçando-os a recuar para o “Vilarejo/Acampamento Autogestionário”, situado no sul da cidade, numa floresta. Contudo dezenas de manifestantes foram detidos e colocados de bruços. No centro da cidade, os cerca de 500 ativistas quebraram vitrines, vandalizaram carros, viaturas e montaram barricadas nas ruas. Não houve feridos Os manifestantes também atacaram um veículo policial que cruzou seu caminho. Um jovem enfiou uma vara pelo pára-brisa. Um dos dois policiais chegou a sacar sua arma e a apontou para cima, dando tempo para que o motorista manobrasse e fugisse. Desde terça-feira (31) à noite vem sendo registrados incidentes entre a polícia e militantes anti-Otan, que estão concentrados num “Vilarejo/Acampamento Autogestionário”, local onde estão sendo realizadas diversas atividades, que tiveram início nesta terça-feira (31) e vai até domingo (5). Granadas ensurdecedoras e de gás lacrimogêneo já foram lançadas pelas forças de ordem nos arredores do acampamento. Estrasburgo foi transformada numa cidade em estado sítio. Milhares de policiais estão espalhados pela cidade. Centenas de pessoas estão sendo impedidas de entrarem no município para os protestos. Há controles em todas as fronteiras francesas. Autoridades francesas e alemãs elaboram uma “lista negra” de militantes “fichados” e “perigosos”. França e Alemanha organizam a cúpula conjuntamente. Os eventos oficiais em comemoração ao 60º aniversário da Otan vão acontecer na cidade francesa de Estrasburgo e as alemãs de Baden Baden e Kehl, nesta sexta-feira e no sábado. No total, 28 chefes de Estado ou de governo, entre eles o presidente estadunidense, Barack Obama, vão participar da cúpula.
Vídeo do protesto: http://www.dailymotion.com/video/x8uw5c_premier-jour-demeutes-sommet-de-lot_news
Mais infos:
Federação Anarquista Estrasburgo:
?+-Sommet-OTAN-Strasbourg-Kehl-2009-+ Rádio Anti-Otan: http://stream.giss.tv:8000/
antinato.mp3.m3u
Coordenação Anti-Otan Estrasburgo http://sommet-otan-2009.blogspot.com
Dissent: http://dissent.fr
Vilarejo/Acampamento Autogestionário:
http://village2009.blogspot.de
Anti-repressão em Estrasburgo:
agência de notícias anarquistas-ana
Como um prisioneiro
a lua me espia
pelas grades do banheiro
Luiz Bacellar
Estados Unidos no firmará un tratado de minas terrestres
El gobierno de Barack Obama anunció que no firmará una convención internacional que prohíba el uso de minas terrestres. El martes, el vocero del Departamento de Estado dijo que luego de una revisión, la Casa Blanca decidió no modificar la postura de Estados Unidos. Es la primera vez que el gobierno de Obama revela públicamente su postura en relación con el Tratado de Prohibición de Minas, que prohíbe el uso, acopio, producción o transferencia de minas antipersonales. El domingo comenzará una conferencia de revisión en Colombia.
Democracy Now 25/11
Japón investigará acuerdo secreto estadounidense sobre armas nucleares
Japón se prepara para investigar un acuerdo secreto de varias décadas que le ha permitido a Estados Unidos transportar armas nucleares en territorio japonés. Este acuerdo se remonta a la década del 60. Sucesivos gobiernos japoneses han negado durante mucho tiempo los informes sobre dicho pacto debido a que viola una ley nacional que prohíbe el almacenamiento o la producción de armas nucleares. Esta medida podría crear una tensión aún mayor en las relaciones entre Estados Unidos y Japón. El gobernante Partido Democrático de Japón fue electo en agosto con un programa electoral que incluía la reconsideración de los vínculos militares entre Japón y Estados Unidos.
Democracy Now 25/11
Funcionarios británicos: Conversaciones estadounidenses sobre guerra comenzaron antes de atentados del 11 de septiembre
En Gran Bretaña, el martes comenzó una audiencia sobre la participación de este país en la guerra de Irak, con declaraciones que indican que las conversaciones sobre la guerra comenzaron antes de los atentados del 11 de septiembre. Los funcionarios británicos dijeron que comenzaron a escuchar hablar sobre los planes estadounidenses de invadir Irak casi dos años antes de la invasión de marzo de 2003. El director de la comisión investigadora, Sir John Chilcot, afirmó que el panel no escatimaría críticas.
Sir John Chilcot dijo: “No se está enjuiciando a nadie, no podemos determinar la culpabilidad o inocencia de nadie, únicamente los tribunales pueden hacer eso. Pero me comprometo a que una vez que tengamos nuestro informe final, no tendremos miedo de hacer críticas, ya sean a instituciones, procesos o individuos, cuando realmente sean justificadas”.
Democracy Now 25/11
Portuguese water company’s immoral collaboration with Israel
Adri Nieuwhof, The Electronic Intifada, 9 November 2009
The Portugese company EPAL collaborates with Israeli water companies violating international law in the occupied West Bank. (Khaleel Reash/MaanImages)
The management of Portuguese water company EPAL recently informed its workers about its collaboration with the Israeli national water company Mekorot on “water security issues.” An EPAL intern who recently visited the occupied West Bank reacted to the news by informing colleagues about how Israel is depriving Palestinians from water, referring to Amnesty International’s 27 October report on the situation. EPAL responded by sacking the intern within one hour.
In the report titled “Israel rations Palestinians to trickle of water,” Amnesty accused Israel of denying Palestinians the right to access adequate water by maintaining total control over the shared water resources and pursuing discriminatory policies.
EPAL is a subsidiary of the state water company Agua de Portugal. The company provides water to roughly three million people in 35 municipalities in Portugal, including the city of Lisbon. Meanwhile, Mekorot plays a key role in the implementation of Israel’s discriminatory water policies.
Mekorot was founded in 1937 by Levi Eshkol to support the development of Zionist settlements in British mandate Palestine. Eshkol held the position of managing director of Mekorot until 1951 and later became prime minister of the State of Israel. During his term, the West Bank was seized in the June 1967 War. Several military orders issued shortly after the war demonstrate Eshkol’s commitment to water for Israel. In August 1967, authority over West Bank water was transferred to Israel by Military Order 92. Two months later, Military Order 158 declared that no person in the West Bank is “allowed to establish or own or administer a water installation without a new official permit.” Permits can be refused without reason. A year later, Military Order 291 was issued, declaring all water resources in the West Bank to be public property of the State of Israel.
Mekorot became an important player in the water sector in the West Bank after 1982, when then Minister of Defense Ariel Sharon oversaw the transfer of ownership of all water supply systems in the West Bank. Mekorot paid a symbolic price of one shekel for Palestinian-owned assets of an estimated value of $5 million.
According to Amnesty International, Israel uses 80 percent of the water from the “mountain aquifer,” the only source of water for the Palestinians in the West Bank. Meanwhile, Mekorot sells water at highly subsidized prices to Israeli settlers in the illegal settlements in the West Bank. Nearly 40 percent of water supplied to Palestinians in the West Bank is distributed by Mekorot at much higher, unsubsidized prices.
Israel’s illegal settlements receive a continuous supply of water, even in the hot summers when water is scarce. In 2000, a senior official who had worked for the Israeli Water Commission told the Israeli human rights organization B’Tselem in telephone conversation that “Mekorot’s obligation is, first of all, to the Jewish settlements and Israeli citizens” (Thirsty for a Solution,” B’Tselem, July 2000). For example, in its October 2009 report “Water – A question of survival for Palestinians,” the Applied Research Institute Jerusalem reported that Mekorot reduced the supplies from 10,000 cubic meters per day to 6,000 cubic meters per day in Bethlehem this summer. In June, July and August, Mekorot cut water supplies from 5,000 cubic meters a day to 2,500 cubic meters a day in the Hebron municipality as increased demand from the Israeli settlements were prioritized over the needs of Palestinians. In response to the cuts in water supply, a coalition of Israeli, Palestinian and international non-governmental organizations coordinated the Breaking the Thirst water convoy to the villages in the south Hebron hills on 26 September.
International law limits the rights of an occupying power to utilize water resources of an occupied territory, and prohibits an occupying power from discriminating between residents of an occupied territory. However, Israel has illegally annexed water resources from the Occupied Palestinian Territories since 1967. Israel exercises full control over Palestinian water resources, and employs a discriminatory policy of water distribution. Mekorot plays a key role in Israel’s water policies and assists in its violation of international law.
According to European law, EPAL has the power to exclude an economic operator from bidding for a public contract or to reject any such bid where it is found that the individual or organization has committed an act of “grave misconduct” in the course of its business of profession. Directive 2004/18/EC of the European Parliament and of the Council of 31 March 2004 on the coordination of procedures for the award of public works contracts, public supply contracts and public service contracts is explicit about this. Like other European companies supporting Israel’s occupation, EPAL and its investors can expect increasing scrutiny and pressure to withdraw from agreements that undermine international law.
Adri Nieuwhof is a consultant and human rights advocate based in Switzerland.
in The Electronic Intifada
[Artigo de Mário Tomé] Exércitos privados: solução moderna para as agruras da guerra
[publicado em «A Comuna» 21-Nov-2009 ]
Deixou então de haver o sentido glorioso do dever pátrio? Deixou.
Isso é conversa para conservadores reaccionários e proto-atrasados mentais (…) já não há literalmente «interesses nacionais a defender». A finança tomou conta do mundo real através do mundo virtual das transacções sem base material.
«Os suicídios no Exército americano vão atingir um novo máximo. Este ano já morreram 140 soldados no activo, suspeitando-se de suicídio, a que se somam outros 71 que não estavam no activo. Em 2008, registaram-se 140 suicídios entre militares no activo, o número mais alto de sempre no Exército».
Segundo esta notícia no «Público» parece que a tropa do Império anda incomodada. Os soldados em geral porque se suicidam. Os generais porque temem a repercussão que tal possa ter na opinião pública, já de si confrontada com duas guerras brutais e desgastantes e com o síndrome do Vietname, ou seja a derrota sem apelo nem agravo ao fim de vários anos de mortos, feridos e vítimas de stress post traumático.
Por outro lado a Administração norte americana é já famosa pelo desleixo ou desprezo institucional com que trata os militares que tiveram o azar de sobreviver a ferimentos graves e ficaram deficientes. O problema do serviço de saúde agora no centro da política de Obama, mostra como a «ideologia da nação americana» é avessa à solidariedade social.
Et pluribus unum (como até o Benfica sabe) ou seja que cada um existe distinguindo-se mas como parte do todo é uma legenda fundacional dos EUA mas não da sociedade norte-americana que entretanto se desenvolveu, em que cada um se diferencia contra os outros.
Os vitimados das guerras ficam mais coisa menos coisa entregues a si próprios. Diga-se em abono da verdade que cá por Portugal se passa mais ou menos o mesmo. Portanto o ambiente não é nada favorável à saúde dos militares.
No entanto há que notar que o pessoal que vai combater nas guerras do Império é voluntário; alista-se para ter um emprego, para ganhar dinheiro, para poder fazer um curso. Mercenários ao serviço do Estado. É só seguir o excelente filme de Robert Redford, «Peões em Jogo».
Matar ou morrer, é um risco que antes de lá se estar se aceita com um certo à vontade. Mas que depois se torna uma autêntica provação, excepto para os que são viciados na adrenalina, veja-se o também excelente filme «Estado de Guerra», de Kathryn Bigelow. Os que não são viciados em adrenalina tornam-se viciados em heroína e cocaína. Ou então no massacre e na violação – se a gente os pode matar e torturar porque não podemos violá-los?! Outro belo filme sobre a questão – «Censurado» de Brian de Palma.
Deixou então de haver o sentido glorioso do dever pátrio? Deixou. Isso é conversa para conservadores reaccionários e proto-atrasados mentais.
Desde tempos imemoriais que a guerra é um assunto privado que impõe a matança às populações. Guerra de senhores, guerra de reis, guerra de burgueses.
E as nações foram a criação mítica – tão mítica que chegaram a ser divididas a régua e esquadro como entidades políticas autónomas, independentemente daquilo que de facto unia e estruturava as sociedades, a língua, a cultura, os hábitos e costumes, – que permitiu arrebanhar e arregimentar milhões para defender e atacar interesses que lhes eram totalmente estranhos mas que em nome da Nação eram obrigados a assumir.
Depois da revolução francesa o recrutamento obrigatório tornou-se um símbolo da glória da revolução, a cidadania assumida em toda a sua plenitude.
Mas isso só durou até que Napoleão perdeu totalmente o sentido da revolução e, portanto, o sentido da estratégia.
Durante a Comuna de Paris, em 1871, quando o Estado prussiano e o Estado francês que faziam morrer aos milhares os soldados de ambos os lados, pararam a guerra e se aliaram para permitir o esmagamento da Comuna, ficou finalmente claro que o real inimigo de ambos era o proletariado e que derrotando o proletariado francês se derrotava também o proletariado alemão.
A I Guerra Mundial, a primeira guerra imperialista, levou para o açougue milhões de soldados que nas vésperas se manifestavam nas ruas da Europa contra essa guerra anunciada. Nunca a Europa esteve tão unida e com o seu povo tão estreitamente solidário para além de todas as fronteiras. No entanto isso não chegou. Só a revolução poderia ter evitado a mobilização em massa da juventude europeia para se matarem uns aos outros num desastre apocalíptico. Foram matar e morrer, uma vez mais em defesa de interesses que não eram os seus, não eram da sociedade, nem sequer da sua Nação. Eram interesses privados, materializados num Estado que os representava.
A II Guerra Mundial revestiu-se de características diferentes porque opôs os imperialismos modernos à maior monstruosidade que a sociedade humana enfrentou: o nazismo e o fascismo. Isso alterou completamente o seu carácter e legitimou em nome da defesa da liberdade o confronto maior da história da humanidade.
A globalização e a guerra actual
Chegou então a globalização que veio dar cabo do mito do Estado-nação, como cristalização dos interesses gerais dos países e da necessidade do confronto entre eles para defesa dos interesses dominantes.
Hoje, os interesses privados impostos às sociedades em torno do mito nacional, já não se defendem com a guerra entre potências embora estas ainda imponham alguns confrontos nacionais como forma de disputa por interposta pessoa.
Já não há literalmente «interesses nacionais a defender». A finança tomou conta do mundo real através do mundo virtual das transacções sem base material.
E isto, mesmo que não entendam, é sentido ou intuído pelos cidadãos do mundo. A Nação e a Pátria já só têm significado real para aqueles povos que estão espezinhados. E, nesse caso, a nação e a pátria são o esteio material,simbólico, político, jurídico e moral, para se libertarem como é o caso da República Sarahui, foi o caso de Timor e ainda é o caso da Tchetchénia ou do Kurdistão.
Os superiores interesses da Nação estão cada vez mais reduzidos à defesa da selecção nacional de futebol.
Eis a razão porque partidos tradicionalistas e reaccionários como o PSD e o CDS aceitaram o fim do Serviço Militar Obrigatório. Era uma exigência da sociedade, uma reivindicação sem retorno da juventude que não se revia na necessidade de ser obrigada a bater-se por interesses que lhe eram cada vez mais estranhos. O mesmo se passou noutras sociedades «civilizadas»: Se querem defender interesses privados arranjem-se com tropas privadas, profissionais da guerra.
Passou-se então ao voluntariado e profissionalismo, aliás mais despendioso. A Blackwater, ler «A Ascensão do Exército Mercenário Mais Poderoso do Mundo», é uma empresa envolvida em vários escândalos e assassinatos nos próprios EUA, mas sempre protegida pela administração norte-americana.
Está envolvida na guerra do Iraque e do Afeganistão. As empresas privadas de mercenários vão paulatinamente tomando o lugar dos mercenários institucionais. No Iraque estão actualmente cerca de 120 mil soldados privados que são cada vez mais a verdadeira força de ocupação.
Servem ainda para intervir em zonas ou conflitos que interessam aos EUA mas sem estes se comprometerem visivelmente.
A guerra actual, como interesse específico do complexo industrial militar, tem agora mais uma componente geradora de liberdade do mercado: os mercenários que estimulados pelos Estados na privatização do que seria a última instância do Estado burguês, a Defesa, poderão substituir-se a estes nomeadamente na definição dos teatros de guerra.
Dado o carácter ideológico do mercenário, ou seja tudo é permitido para ganhar dinheiro, eles representam a suprema instância da organização predadora do capital, onde a vida humana deixou de ser sequer ética e juridicamente protegida.
E têm ainda uma vantagem especialmente apreciável: quando morrem não perturbam a opinião pública e não se suicida, quase de certeza.
Mário Tomé
http://www.acomuna.net
Durante a semana de 23 a 27 de Novembro terão lugar, na Universidade Autónoma de Madrid (UAM), uma série de conferências das Forças Armadas, a integração da mulher nas mesmas e as supostas “missões humanitárias” que o exército espanhol leva a cabo pelo mundo, a cargo do Ministério da Defesa e do Instituto da Mulher da UAM
Em resposta, a partir da nossa posição [Federação de Estudantes Libertarixs UAM] planeámos uma dupla rejeição a estes planos. Em primeiro lugar (1) em relação ao militarismo, entendendo estas jornadas como uma tentativa de legitimar e padronizar a instituição.
Este é um passo mais para a aceitação e cumprimento voluntário por parte da sociedade de um certo número de regras, formas e ideologias da dominação militar e da resolução violenta dos conflitos.
Durante séculos, esta instituição fortaleceu como a ponta de lança da repressão e das manutenção das desigualdades sociais; foi e continua sendo representativa de valores como a submissão, autoritarismo, a obediência cega, a hierarquização, ausência de atitude reflexiva, valores todos eles contrários ao desenvolvimento completo do ser humano, negando a sua capacidade de decisão e a sua autonomia.
Todas as atitudes retrógradas são camufladas por trás de falsas ideias de liberdade, solidariedade, humanitarismo, com o objectivo de ocultar os verdadeiros fins do controlo social e económico a que correspondem guerras e restante parafernália militarista.
Por outro lado, (2) o objectivo de assinalar a entrada da mulher no exército, como uma conquista de género parece-nos simplesmente ridículo.
A luta da mulher pela libertação e pela superação da sociedade patriarcal não pode reduzir-se a uma simples ocupação dos cargos tradicionalmente exercidos pelos homens, pois que supõe uma luta pela igualdade, pela autonomia e pelo livre desenvolvimento da sua personalidade, luta totalmente contra o militarismo e a sua cultura de dominação, [ que cria seres autoritários, violentos e incapazes duma convivência em igualdade].
Tudo nos confirmou ser necessário o esboço de umas jornadas nas quais possamos desenvolver estas e outras ideias acerca do tema em questão, em vez de se denunciar a crescente intromissão do exeército na Universidade, através da investigação militar e mestres votados, por e para o Ministério da Defesa.
Jornadas Antimilitaristas e Feministas
Terça-feira, 24 de novembro
13:00-Palestra: “A feminização do Estado. A mulher no Exército”
Palestrante : Prado, militante da CNT
Quarta-feira 25 de novembro
13:00- Palestra: ‘ A legalização da guerra no Estado espanhol e a relação entre o exército e a universidade”
Palestrante: Eduardo Melero, professor de Direito Administrativo da UAM
Palestra “As missões humanitárias”
Palestrantes: membros da Assembleia Antimilitarista de Madrid
Em ambos os dias as conversas realizam-se na aula 104 do Módulo 2 da Faculdade de Ciências.
Traduzido por Emília Cerqueiras
Pela interdição de exportar material de guerra ( vai haver referendo na Suíça sobre esta questão no dia 29 de Nov.; e porque não também em Portugal?)
Atenção – PERIGO: o comércio de armas e de material de guerra, MATA
Pela interdição das licenças de exportação de material de guerra
No próximo dia 29 de Novembro os suíços vão ser chamados a participar num referendo sobre o comércio e exportação de material de guerra: vão dizer se concordam ou não com a interdição das licenças de exportação desse material, e que tantas vítimas e danos materiais e ambientais tem provocado.
Consultar:
http://www.materieldeguerre.ch/site/
http://www.gssa.ch/spip/spip.php?rubrique5
http://www.gssa.ch/ ( Por uma Suíça sem exército)
Retirado de http://pimentanegra.blogspot.com/
Scahill revela que la empresa privada militar opera en Pakistán en el ámbito de un programa secreto de asesinatos y secuestros
En su más reciente artículo en la revista The Nation, Jeremy Scahill, periodista de investigación y corresponsal de Democracy Now!, revela que la empresa militar privada Blackwater forma parte de un programa secreto en Pakistán que incluye la planificación de asesinatos y secuestros de sospechosos de pertenecer al Talibán y a Al-Qaeda. Se cree que Blackwater también ha participado en un anterior programa secreto del ejército de Estados Unidos, que implicaba la utilización de aviones no tripulados para realizar bombardeos aéreos y que ha acabado con un gran número de vidas en Pakistán. El artículo afirma que este programa se manejaba con tal nivel de confidencialidad que tanto altos funcionarios del gobierno de Obama, como también altos funcionarios del ejército posiblemente no sabían de su existencia. En exclusiva para Democracy Now!, Jeremy Scahill nos concede su primera entrevista luego de haber dado a conocer esta información.
Democracy Now 24/11

